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gaveta
31.7.05

spring cleaning

arrumo os links alfabeticamente ou hierarquicamente?
aceitam-se sugestões porque tenho de pôr ordem nisto e há mais para adicionar


enquanto pensam e não opinam, reservo-me todo o direito de sonhar com este senhor


é favor comentar
a ciência agradece


era um tipo pacato
não explodia, só expelia


quando chegou, tinha um maço de cigarros à minha espera; ora digam lá que não há gente com coração de ouro!


é assim

um consolo para a minha ialma


da série "frases que não impõem qualquer respeito":


olhe querida, o seu cabelo é imenso! *





*esta novela da vida real ficou cristalizada pelo amigo cagão
mais informações, nos comments ou com o senhor em pessoa


durante um tempo
quis experimentar
uma alimentação mais frugal.
mas não encontrava frugos.

30.7.05

puuuuuuurguiça de uma tarde de verão


A LÓGICA É UMA FALÁCIA


sempre
que na missa era vez de dizer deus seja louvado, dizia deus é um javardo.
até à sua morte, com 80 anos, e todos esses domingos, nunca ninguém reparou


eterno retorno
foram quatro anos a adiar a vontade,
com o recorte de revista no porta moedas a gritar por liberdade.
quatro anos a querer ir e a visitar o site,
a saber à distância o que acontecia.
hoje, por acaso (?) lá voltei e vi com olhos de ver o que perdi.
a morte vem sem aviso.
mas à falta de carta registada, ainda há esperança e amanhã, pela primeira e última vez, vou.
para ver a chama subir antes de se apagar
e para descobrir o novo caminho.


- depois, quando puder, traga-me um frappé.
- pois, como sou eu a pagar já tu pedes coisas caras!

29.7.05

família unida
não tinham filhos, chamaram meninos ao cão


C.S.I. knowledge
enquanto estava a ser estrangulado, arranhou-o o mais que pôde


epifania
recomendo vivamente
caíram-me lágrimas quatro a quatro ao ver a minha casa do espaço


não muito longe
e não há muito tempo, viviam numa aldeia, um rapaz e o seu avô. certo dia, carregaram o seu burro com as couves que haviam cultivado para as venderem no mercado de uma vila próxima. nessa manhã, depois de tudo a postos, o velho montou o burro e, com o rapaz a seu lado, começaram a viagem.
pouco depois de saírem da aldeia, passaram por um grupo de camponeses que ao longe já vinham falando alto. quando se aproximaram, ouviram-nos dizer:
- que vergonha! um homem montando o burro enquanto a criança vai a pé! tanta crueldade!
o velho pensou, e decidiu trocar de lugar com o rapaz e continuaram.
pouco depois, encontram uma lavadeira que, ao vê-los, lhes diz:
-devias ter vergonha rapaz, o velho caminha e tu passeias, já não há respeito por ninguém!
o velho e o rapaz trocam olhares e desta vez, ambos vão em cima do burro.
mais adiante cruzam-se com um jovem que lhes diz:
-vocês são preguiçosos, põem o burro a fazer o vosso trabalho quando com a vossa saúde podiam fazê-lo sozinhos!
o velho olha para o burro cansado e decide que ambos desmontarão o burro, que mal pode com eles e com as coves, e divindo a carga entre si, continuam a percorrer a estrada de couves às costas.
pouco depois um casal de pastores vê-os e exclama, rindo:
olha que tolos! donos de um burro a trabalharem por ele!
sem saber o que fazer,
chegaram de noite,
o rapaz carregando as couves e o velho carregando o burro.


(é preciso dizer mais alguma coisa?)


momento de reflexão
vocês não odeiam a simone de oliveira???


da série "frases que não impõem qualquer respeito":
a sua escrita é intimista






(não há paciência pra conversas intimistas, peças intimistas, concertos e escritas intimistas. típico de quem não tem mais nada para dizer e quer dizê-lo em tom graúdo, cultivado.
claro que é intimista porque foi ele que escreveu o que quis e não é um panfleto propagandista, a peça é intimista porque não é uma plataforma petrolífera. os concertos ainda vá que não vá, à luzinha da vela, e tal. a raiva é demasiada para poder continuar a escrever)


encontrei-o num intercidades lisboa-porto.
metemos conversa não sei porquê.
era tropa e estava de volta ao quartel.
algures no meio da conversa perguntou-me o que fazia.
respondi-lhe e perguntei-lhe o mesmo por delicadeza.
disse-me que ainda estava indeciso.
ou ia para a frança montar estores com o tio ou ficava cá como guarda prisional.
naturalmente, calei-me.


MIL E TAL...
já mete respeito, embora eu seja responsavel por 950 entradas


rabiscos
(foto de alberto garrido)
porque o rabo é sagrado e é e brilhante.
porque existe e te sentas. polido e redondo. e é como a lua cheia.
e não se mostra assim, a brincar.
mas também porque brincas e porque montas e te ris dos rabos dos outros.
porque o limpas e porque não vês tudo de uma vez.
um rabo tem mais poesia que 20 livros.
porque baila e porque te agarras a ele quando danças. pra dar beijinho e palmadas.
para aconchegar a porque é uma concha. porque se ajusta e te suporta.
porque é uma porta. porque é o limite e é o fim. da cambalhota. porque olhas e eu também. porque te serve. porque o guardas. porque um rabo é a sério. um rabo com medias e calibre.
mais uma proporção. porque é a extensão do corpo e o seu balanço.
para suspirar, para rebolar e agradar. porque esconde. e porque salta.
e porque dás bate-cus e tens um rabo valente e um valente rabo.
porque não é de plástico e porque é teu.
do tamanho de uma bolacha dentro de uma fralda. do tamanho de uma panela, num saiote.
sem respirar nas calças apertadas. em prateleira ou a direito.
um rabo merece respeito.
até o de judas. de cavalo ou de mula.

28.7.05

costas mistas
o profeta é um fingidor. o posteta também.
nunca se sentem meias verdades?
nunca consigo ser eu toda ao mesmo tempo.



preciso de spacey


eu não ia dizer nada, mas...
eu é que sou o presidente da junta

(desta vez não resisti a comentar a actualidade...)


sabemos que portugal avança quando
o professor Bambo anuncia os seus serviços em pop up na internet


um dia
saiu de casa sem cuecas e encontrou todo um mundo diferente







(há qualquer coisa na palavra cuecas que nos faz rir a todos)


saga de uma família
e de um dia para o o outro foi assim...
largaram os tabuleiros e voltaram a comer à mesa


dona de casa desesperada
media a passagem do tempo pelo tamanho das raízes por pintar


morreu mas deixou tudo pago


do alto da torre do meu castelo vos digo
que à minha volta vejo muitos melogues de caca. dedicados inteiramente à caca. os blogs temáticos divertem-me porque dissertam incessantemente acerca de temas que costumamos ver como limitados. eu já conhecia o extenso arsenal dedicado ao cagalhão mas isto está a precisar de uma mudança de ares.
continuando a explorar o fascínio humano pelos seus despojos, candidato-me a iniciar um melogue dedicado ao xixi, também ele muito presente nas nossas vidas. e já agora com um toque feminino visto que a merda, até agora, é do inteiro domínio do macho.
não prometo datas, nem levanto o véu.
anuncio apenas o projecto.
e já tem patente.


este post é baseado em factos verídicos
ando a ler posts que me deixam intrigada e pensativa. todo o mundo preocupado com a vida, com as fases que passou, passa e ultrapassa, consigo, com os outros, etc. há um tempo que as minhas divagações não passeavam por aí e agora vejo-me forçada a ver-me ao espelhos nos vidros dos carros dos outros. obrigadinha minha gente, mas que rica merda!
arruma-se já aqui o assunto!
eram duzentas fases por dia, domei-as até se tornarem menos neuróticas. reduzi a dose.
as condições da vida em sociedade obrigaram-me a seguir caminhos que não queria, como declarar o irs e ser educada com a mulher da secretaria.
as fases, sempre vividas com intensidade deram lugar ao quotidiano em que tudo tem de ser funcional e eficaz e lentamente vejo perdidos pedaços de mim para uma vida comum e as
ocasionais massagens à imaginação não recuperam o tempo perdido.
metade foi opção, o resto foi pressão e descuido.
as vontades e ambições continuam a ser as mesmas.
a poesia continua lá, é preciso é cavar.
alienei-me? traí-me?perdi valor?
equilibrei-me.
porque o desíquilíbrio só é bom às vezes e o moderado irrita.
sentia tudo mais intensamente, o bom e o mau.
agora que não penso tanto nisso, é mais fácil.
a sensação de liberdade é diferente e a onda criativa abranda e já não é uma constante.
não é um drama, faz parte, não lamento muito.
continuo a mesmíssima pessoa mas distanciei-me de mim mesm o suficiente para poder olhar para mim e para tudo em volta com calma.
fiquei com o sarcasmo para ir tomando à hora das refeições.
continuo com fases.
não me tenho saído mal.
que sera, sera.
.
.
.
(ao som do genérico, a passar devagar)
em 2002 Rita e Dan casaram-se e
vivem agora como serralheiros no Nepal.
têm 2,5 filhos.
Rita continua com horror ao comum,
Dan conformou-se e é famoso pelos
seus trabalhos.
são felizes.
.
como vêem, não há receita

27.7.05

o perigo espreita
o meu corpo é 70% água
e
em minha casa o papel-higiénico é super absorvente


R:
acabou-se o suspense... aqui lanço o meu contributo à cultura geral:
têm essa cor porque são cozidos com casca de cebola,
o sal é para se manterem em pé no prato (e a título de conservar) e
o pratito de metal deve-se ao facto de os proprietários destas casas de pasto não se interessarem pelos serviços da vistalegre.
no fundo é tudo uma questão de plano estético superior.
ovos, mas não só ovos, são ovos trabalhados.
ovos upgraded.
ovos fashion, sofisticados.
com código de conduta.
ou queríamos nós ovos normais?


NÃO QUERO
BOMBEIROS
PARA
O MEU FOGO


não tinha jeito para desenhar
não tinha nem um traço de personalidade


juro que é ditado popular!
às porcas cegas o diabo lhe ajunta os cagalhões



porquê não sei...


colecção "o essencial da cultura portuguesa"
sabem porque é que os ovos cozidos nas tascas são ultra cor-de-laranja,
vêm em pratitos de metal,
em cima de sal?
se não souberem, eu respondo


short story
era anão


da série "frases que não impõem qualquer respeito":
môr, faz-me um bife

26.7.05

a marca dos vinte
porque os vinte marcam e hoje ainda é dia 26!
mas desengane-se quem pensa que não tenho muito que fazer!
terei entrado para o guinness?
estarei ao nível de um obikuelo?
estas e outras questões serão resolvidas nos próximos episódios de
gaveta


mais uma postela para fazer número e só para dizer
a todos aqueles que linkei sem aviso:
É CARNAVAL E NINGUÉM LEVA A MAL
porque é carnaval sempre que uma mulher quiser
e porque aqui o delírio é quem manda


da série "frases que não impõem qualquer respeito":
oix, bxinhox, xau



apêndice:
-ninguém que se despede com um xau merece o meu respeito
-a pedido, a série voltou! plim! viva quem se deu ao trabalho de vasculhar os escondidos!


vai, vai, não pára, não pára não!
a tentar estabelecer o record de mais post num só dia,
ela avança sem medo e sem sono.
até onde chegará a coragem política desta mulher?
(Boldly Going Nowhere)


Dali
tigre lindo, fadinha abalo


remote control
não se entendiam
ela via tv a partir da sintonização do vídeo
ele directamente da televisão
ao fio e ao cabo
separaram-se


análise sistemática
sou contra o sistema português
é um sistema muito nervoso


triste fado
triste destino, o de umas calças brancas


lembrei-me agora
que era giro postar o refrão do remix do call on me do eric prydz.

call on me
call on me
call on me
call on me
call on me
call on me
call on me
call on me
call on me
call on me
call on me
call on me
call on me
call on me

a isto chama-se dar a conhecer ao mundo novos horizontes. e já ficaram a saber como é. agora também já a podem cantar!


técnica
de repente lembrei-me disto:

o povo quando aposta trechos ou letras inteiras de musicas que gosta ou finge que gosta ou não gosta nada, nos melogues, comeque faz?
posta-as de cabeça? vai buscá-las a sites de lyrics com um copepastesito? ou põe o cd a rolar e faz pausa, digita, faz pausa, digita, faz pausa?

só uma curiosidadezita antropológica...


anuncio
Não posso é parar. Aproveitar enquanto destes dedos ainda sai qualquer coisa e o espírito tem a saída livre. Geralmente a acção fica toda na cabeça. Todas as ideias se desprendem, e são tantas...! falta sempre aquele empurrão que as atira cá para fora; metade acaba por morrer, não está certo... já perdi muita coisa boa assim e tenho pena, não devia deixar.


moi
Mais uma vez, uma folha em branco. À minha espera. É muito chato estarem à espera. Normalmente não me importo mas quando pesa... o segredo da coisa está em serem fases, isto é tudo por fases, mais que as da lua. Há sempre uma folha em branco, uma página a virar (que lamechice). Neste momento a coisa não me está a sair bem. Não está nem perto do que quero. Tenho de dar uns pontapés na frustração mas até nisso saio frustrada. Que caraças, hã? Agora que me habituo à cadeira é que estou vazia... quando não está comigo para onde vai a inspiração? Não é costume fugir de mim, sou muito opiniosa, tenho sempre qualquer coisinha para dizer. Contribuições pouco relevantes mas isso é também pouco relevante. Para onde vai a sombra quando desligo a luz? Para onde vai o mundo quando fecho os olhos? Sentido mas pouco original... Sinto-me medíocre e pouco original; sei que não o sou, é impossível, mas é como me sinto agora. Tão pouco comparável às genialidades que conheço e reconheço. É um dever fazê-lo bem se conseguimos fazer alguma coisa. Custa-me a aceitar o não excepcional em mim, não me castigo por isso nem tal faz de mim menos respeitada por mim própria mas quando sei que sou capaz de muito mais, irrito-me. Sou tão irritável... muito, mas muito menos do que dantes mas a impaciência e a exigência fazem parte de mim, desta pessoa irritada que deve irritar muita gente. Original é das palavras mais bonitas que conheço, não lhe vejo o horizonte sequer mas é tão simples que fascina. Quando estou irritada tenho de me distrair, obrigar-me à alienação senão dou em doida. Cá vou eu outra vez, tem de ser; há mil coisas que gosto e outras mil que não gosto. Sou do contra, devo lembrar-me de um milhão de coisas que não gosto para cada mil que me lembro de gostar. No fundo é treta, devo ser das pessoas que mais gosta desta vida, com as misérias e tudo. Não é muito difícil gostar disto mas está mais à mão dizer mal e a facilidade do fazer mal também é chamativa. Também gosto da palavra fascinar, traduz bem o acto e a sensação. Há palavras que não correspondem nada ao que representam. É engraçado sentir as palavras como eu as sinto. É sempre diferente de pessoa para pessoa. É uma coisa que gosto, da diferença. Nunca me custou a aceitar, aprecio todos os bocadinhos em tudo. Apreciar, por exemplo não descreve bem o sentimento, saborear aplica-se muito melhor. Já aplicar é uma palavra muito bem aplicada, muito prática, aplicar parece uma forma, um molde, faz-me pensar em alicate. Pantufas são aquele conforto caseiro e chinelos são pirosos ou de praia. Piroso é piroso, não é piloso nem poroso. Uma boa piada nunca vem fora de horas, piada tem piada.


taras e manias
Tinha a mania de me fixar nas matrículas do automóveis que passavam enquanto estava na estrada, no banco de passageiro de um qualquer carro; olhava-as e instantaneamente chegavam palavras. Há matrículas excepcionais que adoro como XS-20-00 ou 00-99-NU, há as que não dizem nada e há as que têm números ou combinações de letras que puxam um sorriso aos meus neurónios. São codigozinhos, parecendo que não as matrículas dizem alguma coisa sobre o dono do carro, claro que quando compramos um carro não há nada que decida a nossa matrícula mas é essa mesma alietoriedade que importa. Ainda tenho essa mania.

Tive a mania de soletrar mentalmente todas as palavras que ouvia, dizia ou pensava. Dava-me conta do juízo, não tinha espaço para mais nada, só via aquilo. De vez em quando, por uns segundos volta a acontece-me.

Tive durante uns tempos a mania de imaginar as palavras que pensava a serem digitadas letra a letra no teclado de um computador. De um computador ou de um telemóvel. Foi só durante um tempo.

Tinha a mania de assim que ouvia uma palavra pensar, imediatamente a seguir, noutra que rimasse com a anterior. Esta é mentira mas podia perfeitamente ter tido.

Tenho uma mania feia e inconveniente, com qual tenho lutas dignas de arena, que é a teimosa mania de inventar. Não é propriamente mentir, embora acabe por ser, nem é para me fazer de interessante, nem é por não ter mais nada que dizer. É mais forte do que eu. A realidade e a verdade já são mais que suficientes mas há oportunidades irresistíveis de inventar. Não é para enganar nem para fingir só que me sai, e eu que nem sou uma pessoa especialmente criativa. Tento amordaçar isto a todo o custo porque muitas vezes sai-me caro e dá trabalho.

Outra coisa chata é a mania de ficar com o que não é meu. Não é roubar, não é que me falte nada, não sou invejosa mas ultrapassa-me. Não é mania, é uma vontade irresistível. Esta também me dá trabalho e como é tanto socialmente como moralmente condenável está muito bem amarrada, embrulhada e escondida. Não convém sair cá de dentro. Raramente vê a luz do dia mas não a posso negar, só impedi-la.

título do post roubado ao marco paulo - e mexe e remexe, se enrola, rebola, se abre, se mostra pra mim... (o apogeu da canção popular romântica ligeira portuguesa)


na baixa
EU ESTUDO,
DEIXEM-ME EM PAZ!
ADESLARGUE-ME DA MÃO
NÃO SEI/ NÃO RESPONDO
NÃO QUERO FALAR CONSIGO,
NÃO TENHO 5 MINUTOS
E DAQUI A 5 METROS É O MESMO TEATRO.
se tivesse uma camara de filmar, sentava-me no passeio e filmava as reacções furiosas das pessoas e depois ia para casa fazer uma montagem das recusas consecutivas todas juntas e no fim chamava-lhe
A Revolta Dos Inquiridos


É A ESCOLHER, É A ESCOLHER!

tenho mil lados de mim e mais mil pra encontrar. mas não interessa porque sou sempre eu, não dá para julgar. e vou postando, tirando coelhos impossíves de cartolas que não há.


gaveta
não
é
apelido
e
o
ar
sério
na
foto
é pra despistar


chorrilho
neste último mês, se por ter feito anos, se por outra coisa qualquer, tenho-me rebolado em lembranças, remanescências, incidências e coincidências dos meus primeiros anos. claro que não se esquece, mas estas presenças não têm saído daqui. portanto vamos lá a esclarecer isto de uma vez por todas e arrumar esta papelada!
eu via o pequeno pónei, os ursinhos carinhosos, o widget, a cococcinele, o bocas, os amigos do gaspar, o danger mouse, o ren&stimpy, tartarugas ninja, dino o dinossauro rock, o captain planet, o tsubasa e as japonesices softs que davam, o zorro, o nodi, os flinstones, conan the adventurer e outros que deram antes destes e eu não sei o nome. via a rua sésamo e tudo o que desse naquela altura. nunca fui amiga de sailormoons e de powerangers.
vi o esquadrão classe a dobrado em brasileiro, o michael night e o kit, as marés vivas e o mcguyver, vi o teen wolf, o dirty dancing, o top gun, o back to the future, o e.t., os goonies, o peter pan, a história interminável, o home alone e o karate kid. todos os da disney - pequena sereia, branca de neve, bela adormecida, aladin, bambi, aristogatos, dama e e o vagabundo, mary poppins, musica no coração, annie, wizzard of oz, cama voadora
vi os jogos sem fronteiras, o vamos ao circo, o tampinhas, o buéréré, a mulher do sr. ministro, o nico d'obra, o ora bolas marina, o reformado e mal pago, o disney club com o júlio isidro e a arca de noé com o moniz e o início da t.v. shop
tenho vinis dos onda-choque e dos ministars, dancei loucamente o conquistador dos da vinci.
li tudo do plum, a anita inteira e toda uma aventura.
fui à feira popular,
tive berlindes, iô-iôs, e elástico comprado a metro na retrosaria.
saltei à corda, joguei à macaca, ao mata, à barra, ao berlinde, à mamã dá licença, à rabia, ao rei manda. patins em linha, bicicleta com cesto
tive cromos e cadernetas da panini, folhinhas e papel de carta de colecção que cheiravam bem. bloquinhos e borrachas, canetas molin e de cheiro, escantilhão e réguas com efeitos duplos com risquinhas que faziam barunlho com a unha. usei pulseiras de esticar, atirar no pulso, que se enrolavam sozinhas.
duzentas bolas saltitonas, cento e cinquenta berlindes.
ondamanias
polly pockets e barriguitas, livros de colorir e pynipons.
os meus livros da primária eram os do papu que tinha uma tia chamada violeta.
bolacha maria mole na caneca do leite
vivi a fúria da disney, dos simpsons, dos dinossauros e dos e.t.'s.
vivi para os pegamonstros.
a música nas festas de anos era a lambada e todos iam bem vestidos.
fiz quantos queres até doerem os dedos, pendurei-me nas árvores até cair, as pastilhas eram gorila ou pirata e as supergorila enchiam a boca toda. o mundo era feito de petazetas, de moedas e sombrinhas de chocolate. minimilk.
o algodão doce e as farturas não davam pra comer sozinha
noites inteiras a sonhar com a eurodisney,
joelhos efolados e joalheiras nas calças que depois viravam calções.
ténis coloridos e all star com a bandeira da américa até furarem
haviam sapatos de carneira e galochas para os dias de chuva.
corria à apanhada, cabra-cega, escondidas e quarto-ecuro
e todos diziam coito e rebenta a bolha.
jogos de mãos com cantilenas
dóminó
olhós namorados, primos e casados, foram à igreja, beber uma cerveja
quem é quem, jogo da glória, sabichão, monopólio, scrabble, dóminó
brinquei aos pais e às mães e imitavam-se as novelas. falávamos sempre no mesmo tom como ainda hoje os oiço falar: e agora tu eras o pai, e eu era a mãe
saved by the bell e novelas venezuelanas dobradas para brasileiro
as máscaras de carnaval eram sempre home made
o primeiro walkman e a primeira máquina fotográfica
tive uma super-soaker que chegava aos três metros. raquetes de velcro com uma bola felpuda. fiz teatrinhos e cabanas. dias inteiros a andar de bicicleta na rua em frente.
balões de água e paus de giz eram tesouros
tive a minha agenda, a minha agenda e roubei gomas no supermercado.
pastilha elática no cabelo, piolhos e quitoso
os t.p.c., as mesas eram carteiras.
só os grandes tinham mochilas montecampo.
vacinas. bolycaos e caprysone. plasticina e crostas coçadas.
festa da escola a dançar o malhão e a ser o pastor no presépio.
cópias e ditados, tabuadas do ratinho.
passei papelinhos, dei beijinhos atrás do pavilhão de ginástica,
visitas de estudo em que tudo tinha de dar certo
depois vieram os ace of base e o bate-pé
os cadernos com questionários
e a caderneta para o encarregado de educação
fui uma criança muito feliz e continuo a ser. gosto tanto de pensar nestas coisas!
canja de galinha para a alma.
não me quero esquecer de nada e vou acrescentando aquilo de que me lembrar.
fica aqui arrumado.


um indivíduo
um indivíduo encapuçado com uma caçadeira de canos serrados é o expoente máximo das boas histórias para contar ao telejornal da uma. geralmente assaltou uma pastelaria ou ourivesaria. não tinham seguro e foi uma desgraça. o indivíduo aproxima-se e conforme se aproxima, eu desmaio derivado à minha tensão alta.
gosto do preciosismo dos populares ao falarem à tv. afinam-se, ficam finos. não é um gajo, é um indibíduo, não usou, utilijou, não era um carro, sempre uma biatura. e os danos não são mil euros, ascendem no meu entender à quantia sensibelmente de mil euros.
e isto foi só um toque na bola, ainda é só a cereja do bolo. há toda uma gama de temáticas profundas a explorar, como a velha que invariavelmente lança as mãos à cabeça e grita que é uma tragédia ou as crianças e atrasados da vila que exigem o seu tempo de antena, esticando pescoços.


test drive
o meu blog tem um habitáculo bastante espaçoso.


gostava
de poder exclamar "é tão divertino!" e get away with it, sem que ninguém desse por ela, ou que desse mas não dissesse. e depois fazia isto repetidas vezes até que toda a gente achasse que eu simplesmente dizia mal a coisa. e não tivessem coragem de corrigir. e no dia em que dissessem eu fazia um ar infantil e insistia que assim é que estava bem. se necessário com explicação em latim. porque é muito mais divertido dizer "é mesmo divertino!" do que dizê-lo de outra maneira qualquer.

25.7.05

sou uma mulher interessantíssima ,
pelo menos para este homem interessantíssimo.
já ganhei o dia e os próximos.


querido deus
ainda o dia vai a meio, mas que nada o estargue e que eu tenha tempo de trabalhar a minha obra prima. please, pretty please.


já deu para perceber o tom apaixonádórevivalista do dia. mas é asim. vão e vêm, outros ficam. bolas de berlim made in guincho para vocês todos.
para mais esclarecimentos ou informações adicionais, deixe mensagem depois do sinal




ainda sei o nome completo deste senhor. richard dean anderson, num poster tamanho real na porta do meu quanto



carta escrita à mão, com fotografia minha lá dentro, que não cheguei a enviar




isto era o motivo da minha existência com direito a fotos à televisão e tudo. templeton peck, para sempre o meu cara de pau



este

ainda e sempre, apesar de tudo e de nunca mais,
o homem da minha vida.
miguel esteves cardoso, a preto e branco,
como eu gosto.




durante uns tempos, o captain planet foi o meu homem de sonho


a leste
ita


a minha silly season

mais silly do que nunca, com os poderes a dobrar, voltei.
toda ela reforçada, bronzeada e inspirada.
me aguarde!

18.7.05

não sem antes vos deixar duas pérolas:
- o segundo nome do francisco louçã é anacleto

- e esta


venho já

vou a banhos e a bronzes
a porta fica aberta

17.7.05

sim, sanhores
Your wise quote is: "Fashion is a
form of ugliness so intolerable that we have to
alter it every six months" by Oscar
Wilde.You are a very sarcastic person with a
sharp tongue. You may not be the one always
talking, but your mind is nevertheless
critizing. You tend to have a cynical view on
life itself and be somewhat withdrawn with who
you really are. Society now is in your eyes
corrupted and you wonder how the world will
survive. And people are in your mind very
ignorant and blind to the reality.

os sanhores...


adoro
-lambreta
-lima-limão
-sanfona
-cucaracha
-cucharada
-carrapito
-papoila



To Be Continued...


entra por aqui a dentro sem me dizeres nada, ao pontapé na porta e na mobília. arrasta-me vida fora, com toda a bagagem e leva-me às costas, a fingir que eu resisto. e aguenta o peso. e antes de me dizeres que sim, que sim, que sim. dá-me a estalada devida.

"entre por essa porta agora
me diga que me adora
você tem meia hora
p'ra mudar a minha vida

vem, vambora
que o que você demora
é o que o tempo leva..."


tive um pesadelo em que a via morrer. e à beira da sua cama, segurando-lhe na mão, pedia-lhe consolo. pedia-lhe contorcida no choro abafado:

-diz-me, fala-me, conta-me coisas bonitas


detesto
-badalhoca
-pujança
-piaçá ou ainda pior, piaçaba
-ovas
-bujeca
-ranço


To Be Continued


fraquinho
não, não espero nada,
sim, vou esperar sentada.

espero sem querer
saber se vens ou não
se sim ou não,
se vêm, se vão

enquanto espero
vou andando
até que a voz me doa
e tu me dês a mão

porque sei se vais, voltas
esperarei sempre
e não me digas
vai-te embora


agora é demais
Uma mulher chamada Mum-Zi já era avó com 17 anos. Ela teve a sua filha aos 8 anos e 4 meses, e a sua filha, por sua vez, também se tornou mãe aos 8 anos!
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mas está tudo louco???

o que é que é esse ponto de exclamação triunfante???

DEPOIS DE 24H NO MEU BLOG COM DUAS DESTAS, RUA!



o tom cruise
pertence ao tipo de pessoas que, quando riem muito, batem palmas ao mesmo tempo e se balançam de trás para a frente. duas gargalhadas, clap, mais duas, clap, gargalhada, clap, enquanto se inclina e volta para cima. sei também que remata com um ai ai suspirado e que enxuga as lágrimas da risota com as costas das mãos enquanto faz caretas estranhas para lá chegar melhor.
sei porque deu na televisão.


lamento
mas não posso votar num homem de meia idade chamado rúben

16.7.05

curiosidade do minuto
A Mãe mais jovem foi Lina Medina, que deu à luz um bebé (cesariana) com 2,9 Kg de peso em Lima no Perú em 1939. Lina tinha apenas 5 anos e 7 meses quando a criança nasceu.
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(BEM MAIS ESCABROSO DO QUE CURIOSO...)


WHO THE HELL RAPES A FOUR YEAR OLD AND STILL GETS TO BE REMEMBERED TROUGH OUT HISTORY???????????????????


ah ah! elementar meu caro watson
Goddess
You are a goddess!

não fui eu quem disse...






a título de oscares
quero aqui e em todo o lado prestar homenagem às pessoas boas que já conheci. a todos aqueles que querendo ou não me fizeram rir muito ou um bocadinho, sonhar um bocadinho. a todos os que me deram tareias quando estava a pedir e àqueles poucos que souberam erguer-se quando precisei. a todos os que fizeram de mim o que sou e que me dão vida todos os dias. a todos os que partilham comigo indignações, horrores, temores e amores. àqueles que me beijaram e que eu quis beijar. aos que esperaram por mim e que foram à minha procura. a quem me dá colo e a quem aceita a minha mão quando a estendo. a quem sabe estar ao alcance. a todos os que admiro pela sua bondade e bom-senso, inteligência e compaixão. homenageio-vos todos os dias e penso em todos vocês ao longo do dia. a todos aqueles que foram bons para mim e a todos aqueles que simplesmente vi a serem bons para o mundo. a todos aqueles para quem fui boa e a quem fiz bem. aos que estão perto e aos que estão longe e aos que nunca saem daqui. aos que percebem o que quero dizer. aos que não procuram razões. a todos os que vou esquecer de nomear. a todos os bons, bravos e valentes do mundo. aos simples, aos fracos, aos solidários, aos mordazes, aos irmãos. a todos os bons do mundo. merecem caps lock, bold e underline em tudo o que vos é dito, champanhe e potes de ouro. há tantas bondades diferentes e não há nada que pague a bondade! obrigada, obrigada, obrigada

(parece um anúncio tmn mas é sentido)


à medida que acrescento bonecada a isto sinto que perco a já de si pouca credibilidade. e esta hein?


viveu uma vida secreta toda a sua vida.
só muito tarde percebeu que não era uma vida secreta, era a sua vida mesmo.


porta
- quem era?

- ninguém, era só um pobre

15.7.05

bate a revolta
custo por prisioneiro em portugal: 350 euros mensais

ordenado mínimo nacional: 374 euros mensais

dá ou não dá vontade de ir roubar umas carteiras e matar umas pessoas? Cama, roupa lavada, jantarinho à hora certa, revistas porno e dias inteiros com os amigos.

será por isto que portugal tem o défice que tem? e o código penal que tem? matar uma ou 5487931546 pessoas dá direito a uma pena máxima de 20 anos. se tiver vinte, saio aos quarenta, antes até se for bem comportado e aos 40 já posso vir cá para fora matar mais uns, que alegria!

o pai da criança morta à pancada e atirada ao rio douro, teve uma pena de 6 anos pelo que fez. que alegria!

a câmara municipal de lisboa veio há um tempo dizer a público que registava perdas no valor de 200 mil euros, 40 mil contos, porque as flores que tinham mandado plantar na av. da liberdade tinha sido todas roubadas por quem ali passava. anunciou também que as replantações iriam iniciar-se no mês seguinte.
ainda bem que avisaram! se me pudessem dizer o dia certo, eu agradecia porque já agora também aproveitava...

mais um dos muitos exemplos de dinheiro bem gasto e de inteligência abundante, que alegria!

ponham os presos a tratar dos jardins, não plantem espécies exóticas (são caras e os portugueses são umas bestas)! plantem relva que é chega muito bem e gastem os restantes 39.500 contos a dar sopa e medicamentos àqueles que todos vêem a dormir nos vossos fantásticos canteiros.

estou absolutamente farta de portugal. quero ir para a austrália, onde o sol brilha todo o ano e tenho cangurus e ondas ituditudo.

estou francamente farta de ser roubada à luz do dia. farta de que ninguém se mexa, estamos todos a pastar, gozam-se bem e a gente vai-se arrastando e fazendo anedotas acerca da corrupção, ignorância, ganância e incompetências reinantes. MAS SEM FAZER NADA!

SÓ AO PONTAPÉ, Foda-se! tenho dito


"Se há no mundo alguma coisa mais irritante do que sermos alguém de quem se fala, é ninguém falar de nós"
e não fui eu quem disse, foi Oscar Wilde...

14.7.05

como é que é? alguém me explique
não, não é preciso explicar. porque não tem explicação nem ajudas neste caso. neste campo, na minha situação não sei o que diga. e não é que não sei mesmo? quero beijos à cinema, quero tudo só para mim e cenas de filme. porra, não tou a pedir o euromilhões! quero passíon caliente, tangos argentinos, ultimatos, reacções loucas, tabefes e puxões, com muita neurose por cima. quero bicho vivo do meu lado para afugentar os cadáveres da vida. quero um louco que me queira loucamente e que não disfarçe. não quero mais chá nem água morna. quero um balde de água fria pela mona abaixo logo de manhã. fora com o correcto, com o formulário 524, rua com o standard e o cidadão comum, abaixo as toalhitas absorventes, os 5 dias úteis e as obrigações. ou então não tanto. mas só mais um bocadinho disso. mais cor e mais acção, um bocadinho mais de poesia e se não tens, não quero, não quero nada. acabou-se e sim senhor, sou ingrata e mal agradecida e vil. mas não me interessa. e sim sou exigente e high maintenance e possessiva e opressiva e não vou deixar que a vida me faça noutra coisa. porque não sou. e porque não estou para amar uma parede. porque se dou tanto tenho o direito de pedir mais. e porque se não dás eu deixo de querer dar. e de repente ficas feio. não gostas da minha pancada e eu não gosto que tu não tenhas nenhuma. e como é que isto se explica? falo norueguês para ti e nem sei porque estás aqui. e sei que vai sendo porque vai servindo e porque me achas graça. e se é só, se não dizes que te atiras da ponte se eu for embora, então eu vou. e o triste é que eu sei que não dizes, e que não fazes e que não me agarras e não me impedes nem pedes que te impeça. porque sou dramática e digam o que disserem não quero saber. mas ainda sei que gosto de ti. aproveita enquanto podes. porque a indiferença não mata mas mói. vê se percebes, vê se vês que não chega. a mim mói que se farta e a ti também deve doer não perceber e não poder conceber o que isto é. se para mim não serve para ti também não deve servir. e daí não sei...

13.7.05

só mais uma coisa
raispartiça o interney, os casinos, os screensavers e os colegas de liceu que já nem posso passear em paz!


hoje o meu dia foi assim
(sem contar com o episódio das salsichas.)
quanta mais frustração serei eu capaz de aguentar?
estou a ser testada pelos deuses.
nem há muita coisa que adoce ou disfarce tanto pontapé.

nem em francês alivia


não posso guardar este retalho da vida real so para mim
hoje decidi que me apetecia almoçar salsichas frescas.
fui grelhá-las na figideira.
saía delas tanta água gordurosa que parecia que eu as estava a cozer.
o lava-loiça estava cheio de coisas do piqueno.
fui à casa de banho para despejar o líquido das salsichas na retrete.
o teflon e a gravidade foram mais fortes.
imaginem-me agora dobrada por cima da retrete, de frigideira na mão a olhar para o fundo dos canos, vendo as minhas duas salsichas boiando alegremente à tona.
imaginem o esforço de as sacar de lá com uma colher de pau.
e agora imaginem as minhas salsichas no lixo e eu a comer uma lata de atum.


vou enlouquecer
hoje 300 visitas, amanhã O MUNDO!

12.7.05

pérolas deste universo
o que é preciso é procurar com afinco, depois encontram-se coisas assim... e assim...

digam lá, é bonito ou não é? pesconceteza que é

(o segundo veio altamente recomendado por um senhor anónimo, obrigada por tê-lo feito, continuarei a divulgação com empenho)


é a pena, é a tristeza
que eu cá sou uma mulher que gosta de protagonismo. será que tenho de sair de casa com perneiras, fita na cabeça e t-shirt rasgada à flashdance?
anda aqui uma pessoa com malabarismos, com insónias a pensar no próximo trocadilho espirituoso, sangue suor e lágrimas e tal para depois ser esta vergonha de falta de comparência?
dez posts numa manhã não chega? e uma pessoa depois ainda passa por carente.
este país é um desconsolo


cegos,
sumos
e
mundos


hoje
estou promíscua em posts (a título de profícua). acordei criativa.


fenómeno
todas as casas de banho são sempre ao fundo à esquerda


olhe desculpe!
acha que me pode dizer como se vai daqui para o fim do mundo?


o meu sonho
o meu sonho era eu chegar aqui e ter bué da visitas e bué da comentários e eu ficar bué da tempo a pensar porquê.


sem título. óleo sobre tela
um dia destes vou escrever um post grande sem olhar para o écran, como estou a fazer agora, e aguneta-me e não corrigir o que escrevi depois de levantar o solhos, pergunto-me se saírá legível ou se me deixarei levar pelo atabalhoamento dos dedos sobre o teclado. o que é certo é que este vais como foi escrito, sem olhar, sem pudores de teclista rápida. vemo-nos no comments. botão cor de laranja.


ela é as datas, as setas e os tópicos
sou uma mulher dada a listas. sem ser especialmente organizada, não posso fazer nada, é compulsivo, não resisto a fazê-las, pelo menos mentalmente. na sua maioria, as que concretizo têm como tema o cash input e output no pós moderno e destinos da remuneração do ser. sem pós nem piedade, nunca as cumpro. o que também não deve ser muito mau porque lá vou vivendo. queria fazer uma lista de todos os livros que já li e todos os filmens que já vi mas falta-me a coragem...


FYI
Steven Wright é sempre um óptimo nome para atirar para cima da mesa quando a medição dos mesmos e avaliação das respectivas obras está em causa. gosto bastante de toda a sua obra - não cansa. talvez depois poste aqui qualquer coisa sobre ele.


cumullus horribilis
havia uma miúda na minha turma de secundário chamada vera sofia. pedia aos professores para não a chamarem DE vera. parece que a estou a ver, a dizer isto entre risinhos e separadores coloridos. na primária, o ricardo que comia formigas acusou-me de gozar dele e de ninguém o acreditar. levavam as coisas demasiadamente a peito. por esta altura ele é mecânico ou talhante e ela passeia-se com lentes de contacto naqueles olhos vazios.


eu me confesso
não há nada como um nariz cheio de personalidade

11.7.05

bibe e chapéu azul
tumtumpescatungatapescatungalaribápescatungatinga
oiépescatungalaribê pescatungalaribê
pescatungatinga!


onde está o teu crachá, põe creme nas costas e não atires areia o manel, fila indiana, pernas cruzadas à chinês e tenta dizer três tristes tigres, todos na carrinha, senhor condutor se faz favor ponha o pé no acelarador, não gosto de puré, ainda não tenho esse cromo, uma cambalhota e um pino, um pontapé e dois golos, namorados, primos e casados, tu na corda, eu na macaca, sou a melhor no berlinde e no mata, ai ai, eu vou contar...


bem sei, tenho andado molesinha, queijo derretido, soufflé a puxar para os seis anos mas tem-me andado a apetecer e não posso fazer nada... a vida soube-me bem, o que é que querem que eu faça?


Portugal joga o Joker, pontuação a dobrar




quem não se lembrará deste prodígio das noites de verão com todos os olhos pregados à televisão? a torcer por Portugal até ser hora de ir para a cama?
obrigada Eládio Clímaco por teres sido a voz e o nome do entertenimento quando era pequena, pelo teu entusiasmo que nos fazia saltar do sofá e pelos resumos acerca de cada cidade de cada país representado que nos enervavam entre as provas. Aprendi contigo o que é ficar em exequo.

verões de equipas molhadas, derrubadas, empurradas, que se batiam com esponjas ao som da música que os cornometrava e dos aplausos. as melhores quedas da história da televisão e os árbitros mais duros em campo. os melhores verões da minha vida, com os primos todos no dia a seguir a imitarem o que tinham visto na véspera.





sabiam que Portugal foi, a seguir à Alemanha, quem mais concursos venceu?

para quem quiser mais

10.7.05

Alugue este espaço! Este espaço pode ser seu! Rentabilize este espaço!

é a crise amigos...


ele há dias assim e hoje sou princesa e a vida corre-me muito bem. e se fosse princesa sempre, queria ser esta. tantos domigos a ver a Sissi e mais uns quantos a sê-la...
fosse sempre assim! óptimo domingo, semana e vida para vocês todos, que eu hoje estou mãos largas!

9.7.05

hoje quero estar assim, Gaveta De Luxe!

8.7.05

à falta de visitas e comentários, e à guisa de vingança
aqui postarei, fazendo uso das minhas liberdades, uma brilhante pérola da criatividade nacional

Um Bongo,
Um Bongo,
O bom sabor da selva,
Em cada pacotinho
Uma festa de oito frutos,
Ananás, alperce e manga,
Laranja, maçã, goiaba,
Banana, maracujá,
Imagina o que isto dá
Junta-te ao fantástico Clube Um Bongo, há surpresa à tua espera! (opcional)


Literaturas Modernas
adoro a linguagem LaRedoute e todo o seu mundo.
onde uma t-shit de algodão é a expressão máxima do luxo para a minha pele, onde estou atenta às vantagens de receber as minhas encomendas no encontro catálogo. onde as minhas amigas são fadas madrinhas com pontos para oferecer e com descontos na páginas vermelhas.
em nenhum outro lugar uma camisola azul indigo de angorá é o conforto de todo o inverno e a mais arrojada lingerie com detalhes em pérola me proporciona os meus momentos de vaidade. 700 páginas onde tudo é ideal para ir para a praia, ajustar-se ao meu corpo, passear na montanha, insinuar sensualidades com olhos semi-fechados e aproveitar a vida ao máximo. páginas de puros pormenores que oferecem horas de leitura atenta. verdadeira poesia em qualquer mesa de sala.
seguem-se exemplos (Outono-Inverno 2005-2006):

-Preciso de uma lingerie com "atitude" que acompanha os meus movimentos e que me oferece o conforto que tanto preciso. (pags.322,323)
-Mini-preço, estar na moda sem gastar muito, a melhor fashion de se comprar! (pag.85)
-Mini-preço, sedução sem limites, a melhor fashion de se comprar! (pag.87)
-Mini-preço, delirar sem se culpabilizar, amelhor fashion de se comprar! (pag.89)
-Mini-preço, adoro o moletão "fofinho"... pequenas tentações a preços acessíeis! (pag.175)
-Posso sempre sonhar e brincar com... pretty color* num registo muito suave *cor bonita (na íntegra na pag.191)
palavras para quê quando os cortes são em viés, os minimizadores existem para reduzir os peitos mais generosos e as calças à militar para criança são indipensáveis a um preço de sonho?

PS: a linha das perneiras e o volume das calças estão equilibrados em função do comprimento e o sarjado biextensível para o conforto na pág. 249

sintam como eu toda a antecipação e a lufada de ar fresco ao virar de cada página.
fica feito o convite

7.7.05

AVISO:
depois do post anterior, qualquer coisa que diga é ridícula


heart of glass

parte-se-me o coração, já de si cada vez mais encolhido.
pensei para mim que não escreveria acerca dos meus gritos diários e crónicos contra a lenta e subtil baba esquizofrénica que se espalha no planeta, sobre o mal que se passeia em liberdade, sobre a ignorância e a imbecilidade, a ganância e a fome de ouro e a sede de sangue.
pensei que podia deixar dentro da gaveta e fora do blog a minha revolta, toda a raiva, toda a luta e todas as lutas contra a fome, a luta contra a sida e a luta contra o cancro, o combate às chamas, às cheias, às secas, tremores, tornados e tsunamis.
pensei que nada.
MAS NÃO CONSIGO
porque está tudo podre, louco e doente
porque ainda é mais fácil de matar do que amar
porque ainda é mais lógico roubar do que curar
porque é mais fácil fingir do que pensar
e nada me tirará o espanto de ver o mal cada vez que o vejo e de todas as vezes é assombroso ver a demência a acontecer e a facilidade com que acontece.
e é sempre com incredulidade que olho à volta
e tenho sempre de esfregar os olhos para saber que não é um pesadelo.
e sou estúpida, como vocês, tão estúpida, que daqui a uma hora, se não me for lembrado, estarei a pensar na minha infíma vidinha.
porque deixei que a minha idiotice classe média remediada contentinha se insurgisse no sofá
e no dia a seguir arrastasse o meu corpo para os saldos de verão.
não se tortura ninguém por ter a sorte que tem
mas sim, é mais fácil fingir do que pensar e ainda mais fácil pensar do que agir
mas não pegarei numa arma para me fazer ouvir e não terei fé em deuses e partidos vazios
e se me acusarem, confesso
e
se me perguntarem
apontarei sempre o dedo,
os 20 dedos que tenho nas mãos e nos pés.
são as circunstâncias.
mas o que está mal, que se mude!
e até as misses sabem que o melhor que se pode pedir é a paz no mundo
e não é pedir muito
este post não é só para hoje, é para ser usado ao peito todos os dias enquanto houver quem tenha medo de viver

6.7.05

cara de pau, perna de mau
minha cara amiga
a cara que mereço ou cara de cu,
cara ou coroa,
a cara chapada do pai e da mãe
estalada na cara
tão dada e tão bem.
de cara lavada,
barata,
foi cara.
não corras, não cores
não pintes, não chores


o meu coração é um tornozelo


silence fiction



puxem por mim

5.7.05

continuo à espera de hipóteses explicativas da merda amarela da torre eiffel


mamãe eu quero
partir esta merda toda e
largar esta merda toda
e só não cago para esta merda toda
porque tinha muito
para limpar
...
..
.
(dêe-me uma desculpa, acendam-me o rastilho)


colocar do sol
depois desta noite
um novo dia, um dia para estrear, um dia em branco, um dia em cheio, um dia novo depois de um acabado.

1.7.05

cap?

hoje estou assim, muito em sintonia. não me quero chatear com nada. por favor, deus, não me lixes o dia. obrigada.

a quem já tem o dia lixado, remedeiem com este filme que agora infelizmente só está numa sala em portugal inteiro e é pouco provável que tenha muita saída em dvd.
MEU FILME DO ANO, como só os francese sabem fazer amor com a imaginação. agora veja quem puder.

Vila Nova de Gaia - AMC Cinemas - Arrábida Shopping - 22-3711111 Arrábida Shopping16h20 / 18h50 / 22h10 / 24h55; 6ª-2ª: 13h45


coração cheio



se soubesses o que eu sei, já não me quererias
não quero saber o que sabes para que possa continuar a querer-te e
passam noites, passam dias e passam fome e são pássaros feridos e depois parto e parto tudo e fantasmas e alegrias. paraplégico e canhoto, sacana, mendigo, ladrão sem dó nem perdão, sou ré no tribunão. casos de facadas e ligas, vinha de alhos e migas, sabão macaco, substracto, consolo no terceiro acto sem apelo nem agravo. arrasta a pena pelo jardim, eu sempre tão longe de mim.
mas só para ti.
e pára tudo.


passa tempo
O LOCAL: na A5, assim como quem vem (note-se o cuidado de precisar o assim como quem vem) de Lisboa, pode ver-se, num prédio, publicidade relativa ao euro milhões onde a torre Eiffel é quem dá a cara pelo prémio

A PERGUNTA: o que é a massa amarela que se estende aos pés da torre?


aceitam-se hipóteses e de nadam-se os agradecimentos pela redução psicológica do tempo de espera neste troço (note-se novamente a erudição de troço) da auto estrada.


 

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