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gaveta
26.7.05

moi
Mais uma vez, uma folha em branco. À minha espera. É muito chato estarem à espera. Normalmente não me importo mas quando pesa... o segredo da coisa está em serem fases, isto é tudo por fases, mais que as da lua. Há sempre uma folha em branco, uma página a virar (que lamechice). Neste momento a coisa não me está a sair bem. Não está nem perto do que quero. Tenho de dar uns pontapés na frustração mas até nisso saio frustrada. Que caraças, hã? Agora que me habituo à cadeira é que estou vazia... quando não está comigo para onde vai a inspiração? Não é costume fugir de mim, sou muito opiniosa, tenho sempre qualquer coisinha para dizer. Contribuições pouco relevantes mas isso é também pouco relevante. Para onde vai a sombra quando desligo a luz? Para onde vai o mundo quando fecho os olhos? Sentido mas pouco original... Sinto-me medíocre e pouco original; sei que não o sou, é impossível, mas é como me sinto agora. Tão pouco comparável às genialidades que conheço e reconheço. É um dever fazê-lo bem se conseguimos fazer alguma coisa. Custa-me a aceitar o não excepcional em mim, não me castigo por isso nem tal faz de mim menos respeitada por mim própria mas quando sei que sou capaz de muito mais, irrito-me. Sou tão irritável... muito, mas muito menos do que dantes mas a impaciência e a exigência fazem parte de mim, desta pessoa irritada que deve irritar muita gente. Original é das palavras mais bonitas que conheço, não lhe vejo o horizonte sequer mas é tão simples que fascina. Quando estou irritada tenho de me distrair, obrigar-me à alienação senão dou em doida. Cá vou eu outra vez, tem de ser; há mil coisas que gosto e outras mil que não gosto. Sou do contra, devo lembrar-me de um milhão de coisas que não gosto para cada mil que me lembro de gostar. No fundo é treta, devo ser das pessoas que mais gosta desta vida, com as misérias e tudo. Não é muito difícil gostar disto mas está mais à mão dizer mal e a facilidade do fazer mal também é chamativa. Também gosto da palavra fascinar, traduz bem o acto e a sensação. Há palavras que não correspondem nada ao que representam. É engraçado sentir as palavras como eu as sinto. É sempre diferente de pessoa para pessoa. É uma coisa que gosto, da diferença. Nunca me custou a aceitar, aprecio todos os bocadinhos em tudo. Apreciar, por exemplo não descreve bem o sentimento, saborear aplica-se muito melhor. Já aplicar é uma palavra muito bem aplicada, muito prática, aplicar parece uma forma, um molde, faz-me pensar em alicate. Pantufas são aquele conforto caseiro e chinelos são pirosos ou de praia. Piroso é piroso, não é piloso nem poroso. Uma boa piada nunca vem fora de horas, piada tem piada.

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