gaveta
1.7.05
se soubesses o que eu sei, já não me quererias
não quero saber o que sabes para que possa continuar a querer-te e
passam noites, passam dias e passam fome e são pássaros feridos e depois parto e parto tudo e fantasmas e alegrias. paraplégico e canhoto, sacana, mendigo, ladrão sem dó nem perdão, sou ré no tribunão. casos de facadas e ligas, vinha de alhos e migas, sabão macaco, substracto, consolo no terceiro acto sem apelo nem agravo. arrasta a pena pelo jardim, eu sempre tão longe de mim.
mas só para ti.
e pára tudo.



