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gaveta
20.9.05

porque há dias pirosos. mas como dias não são dias...

Tudo que somos está escrito. O sentimento mais sombrio, o gesto mais singelo, a capacidade de matar, a boa-vontade de acreditar, a união desprovida de amor, o desejo de cuidar, o exercício de mentir com toda sinceridade, o sonho de voltar à posição fetal pra começar tudo de novo e a técnica de sorrir quando os olhos só chovem. A sensação do meio-sorriso, do cinema-sem-pipoca, do beijo-sem-língua, do cão-sem-dono, do quase-bonito, do sonho-de-ícaro, do medo-do-escuro, da traição-de-ocasião, da alegria-de-palhaço e da sede-de-afeto. A trajetória de um coração incapaz de amar a si próprio e a quem quer que seja. A existência de uma vida indigna de qualquer livro ou filme. A desilusão de quem fecha todas as portas. A imensidão de abismo que habita cada um de nós. Tudo que somos está escrito numa canção. Cada um tem a sua. O sentido da vida é encontrá-la. A canção que eu fiz ontem pode ser a que lhe cabe com exatidão. A mais pedida no seu dial pode ser a que existe somente pra me coroar. A grandeza está na escuta de todas elas até que se reconheça a canção que traduz cada um em carne, alma, coração e mente.

ps: eu sei, eu sei... mas pronto, fugiu-me a veia praqui, pronto... encontrei isto algures no meio da minha papelada (or shall I say tonelada?) não fui eu que escrevi mas está bem posto, assim compostinho, vá lá


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