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gaveta
30.11.05

eu hoje:


segredo:
sim, eu mereço






sei que estou feliz quando não me importo muito que o gás tenha acabado e, à falta de canecas lavadas, tenho de tomar o meu caféolé num frasco de doce.

29.11.05

da série "tentativas aforísticas"
depois do shaker vem o cocktail




just did it.

e foi au point.


28.11.05




bette davis had bette davis eyes


note to self:



não olhar olhar trás, não parar, não me distraír, ir com
jeito, olhar para a frente e para os lados quando é preciso,
manter-me na mão, ceder prioridades, respeitar sinais.
usar as luzes e ir à cautela. agarrar-me bem, não vá o
vento desviar-me. avançar sem que me empurrem e a
fazer que sei o que faço.


quisera eu não ser tão camaleoa.

27.11.05

nota breve à comunicação social:
neste roda que vai roda que vem dos 5 melhore romances portugueses dos últimos 30 anos, tenho a dizer uma coisa apenas. «O amor é fodido» de Miguel Esteves Cardoso está no topo da minha lista a quem ainda não decidi quem mais juntar dada a pequenura do pódio.
fim.


a batida.

a perfuração.


e para quê dizer ou fazer mais para além disto ou de outros assim. a vergonha é tanta.


O Toque de Merdas



já ninguém


a grande fuga
fumos e escapes

26.11.05

estranho

come-se sempre mão de vaca ou pé de porco.

mas nunca o contrário.

25.11.05

o tamanho não importa
disse o pescador


este blog não tem escrita inteligente.


mulher moderna
usa tampão digital*






one just for the girls

24.11.05

leitura óptica


* 3º parágrafo, pág 59


proposta para um estudo sociológico:

traçar um perfil rigoroso do homem que usa axe.

(o homem que, depois do banho tem o cuidado de alçar o cotovelo e espraiar na axila este composto inimigo do ozono)


it's oh so quiet
it's oh so still
it's oh so sad
to pay the bill


aviso à população:
ontem um condutor do metro de lisboa, depois de apitar e de fechar as portas, voltou a abri-las para deixar entrar uma pessoa.
quando eu descia as escadas já sem esperança, voltou a abri-las para mim.
coragem minha gente. nem tudo está perdido. há luz ao fundo do túnel.
nem todos os táxis estão ocupados. nem todos os elevadores avariados e quando parece que tudo nos foge, pode ser, sim, até pode, que não seja bem assim.


passamos uns pelos outros


e no entanto
ela diz lídres


eu me confesso
sou belicodoce

23.11.05

da série "este natal eu quero..."

um solário
que se lixe o melanoma. eu quero o meu bronze.

22.11.05


p a u s a

20.11.05

imperdível
e
obrigatorio


o pior insulto II
canto seco de uma sandwich de panrico


-queres ir comprar batatas, perguntou-lhe ela enquanto lá fora chorava o temporal.
-sim, estou cheia de vontade. pensei nisso o dia todo.


EU TENHO INVEJA


é domingo
e o mundo dorme


my sunday moment
- Por que é que o elefante cai da árvore?
- Porque está morto.
- Por que é que um segundo elefante cai da árvore?

- Porque está agarrado ao primeiro.
- Por que é que um terceiro elefante cai da árvore?

- Pensa que é um jogo.
- E por que é que a árvore cai?
- Pensa que é um elefante.

19.11.05



e às vezes, quando falha a imaginação e a memória, começo a dedilhar o teclado partindo de outras fontes, quase sempre fotográficas ou tansformadas, quebradas a essas dimensões, nos mil jotapegues que tenho arquivados por aqui à solta. parece um canil em agosto, tudo à solta, sem rainha nem pop. e gostava, claro, de saber e poder fazer melhor. de conseguir sair do planeta quoti e atirar-me de cabeça para buracos negros, esventrando e inventando renasciementos. ser tão incompreensível que seria impossível não perceber o que diria. e ai, então aí eu vinha profética, de sandálias e the whole enchilada, encher isto de balelas. antes baleias que são mais leves e nadadoiras como eu. ai a saudade do verão a apertar os calos à menina. pois, como fazia falta um par de sandálias para me consolar do gelinho no mindinho. e numa sexta à noite, numa blogosfera vazia, a menina não ferra e batuca no batente sem olhar para a tela. assim só para ver como sai. dará retoque, claro, não vá a coisa sair um ditado defeituoso. nunca tinha erros nos ditados. não era, professora natália? e uma das minhas para sempre indeléveis vergonhas foi a de numa aula de português, com dez anos, ter-me achado com talento literário suficiente para alterar a posição do pronome com o sei lá e depois saiu-me pela culatra. parece que as suas bincadeiras tinham de ser preferidas e não podiam ser as brincadeiras suas preferidas. coitado do cão. que ainda hoje nem tenho. mas tive outras coisas. e os cães de outras pessoas. e queria um pónei também. mãe, ainda quero um pónei, está bem? para tratar muito bem dele. porque há coisas que queremos sempre. e eu agora queria 2 mil páginas e tempo para as deglutir, degustar e engolir, de e com vagar, vagarinho, na cama, encostada às almofadas, a meia luz quebrada, a fechar o olho de ensonada e a não fazer mal que amanhã é sábado. e é mesmo. e então vou. porque já é sábado e vou pôr-me em dia. boa noite.

18.11.05

ELEMENTAR

AH AH! encontrei a caixa de comments - eu bem disse que eles se voltassem voltavam sozinhos. e para minha surpresa, houve quem antes de mim e que tem aqui deixado a sua marca sem que eu soubesse.
agora digam-me as horas.


fast food? no, fast days.



17.11.05

se maomé não vai à montanha, maomé vai à praia

e de vez em quando vamos todos, meios cambaleantes, por essa estrada fora à procura de uma ou duas respostas para duas oou três perguntas que nem anotámos num papelinho porque já as sabemos de cor. de coeur. no coração. órgão batente que vê no escuro. e então saio assim, como todos alguma vez saímos, com maior ou menor frequência, sintonia ou comprimento de onda. para fazer as compras do dia. na mercearia da vida. onde nem sempre se fia. mas tudo se cobra.


tipa flamejante
tinha bicos de gás

16.11.05

(subterrâneos)

Marquês de Pombal - Título Inválido


ele estava fácil essa noite
era só press any key to continue


a relação
cara e coroa. uma zaragatoa. dois mais dois são mil e vou ser dono do mundo. assim dizia segismundo até se ver ao espelho. e então viu que estava só. e teve vergonha e tapou-se. e saiu de casa com a melhor farpela na tentativa de caçar a bela. não andou pouco mas ficou com muito. pediu e ela anuiu. segismundo e segisbela, os dois pela trela. ele a tocar e ela a dançar, ela a cozer e ele a comer. e foi simples porque afinal é claro. como um teorema, escrito com tinteiro e pena, no papiro com que forraram as paredes da sala. e ficaram assim e ficaram muito bem. absolutos.


fenómeno de massas
gastava fettuccine até dizer pasta!



de como eu gostava de ser ruiva. e não há mais nada a dizer.



inspiração

15.11.05

hoje um amigo escreveu-me a despropósito, hoje vários amigos ligaram, hoje escrevi durante horas a um amigo, hoje uma amiga disse tudo o que quis ouvir e mais. hoje uma irmã disse que era verdade, não era só publicidade. hoje um amigo lembrou-se. hoje um amigo levou-me. hoje umas amigas estiveram junto. hoje um pai deu-me um presunto. hoje uma mãe prometeu chorar comigo. hoje uma chefe disse podes sair mais cedo. hoje um senhor disse pode passar. hoje uma senhora disse, deixe estar, não é nada. hoje um amigo ofereceu-se. hoje um amigo combinou e prometeu e vai cumprir. hoje lembrei-me que sou milionária.


lay lady lay ao colo

14.11.05

da série "tentativas aforísticas"

há dias em que é melhor ficar de olhos fechados.


da série "tentativas aforísticas"

a vida é um boomerang. tudo o que vai, volta. até que não.

13.11.05




no fundo sou superficial


gostava de saber se um peso neto são os anos a pesar


só não como mais tangerinas por causa dos efeitos secundários


gostava de saber qual é o meu peso escorrido


a dar continuidade à espécie
«A mais curta tragédia do mundo.

Era uma vez um rapaz que perguntou a uma rapariga:
- Queres casar comigo?
E ela respondeu:
- Só se for amanhã.
E ele não disse nada. Fim.


esculpido
a brecha da flesha

12.11.05

mas


eu assim


la tristesse


o meu coração precisa de um lanche






dias assim de deambulação p'la cidade, cachecol até ao nariz, meia chuva meio sol, luvas a segurar um par de livros, balada outonal no fundo, um qualquer garfunkel, e parar para um crrrruásant morno, ver os que tocam e os que andam. olhar para as fitas que passam, entrar e ficar quente outra vez.


malas, flores, dramas e amores


o pior insulto
és uma couve troncha

11.11.05

sumo concentratio


perfeição tortográfica #2


sim, porque não se pode ser bom em tudo


da série "este natal eu quero..."
galochas

fashion funky cosy para a miss salta poçinhas


MERDA
quando não há mais palavras...





o meu amor é dilúvio, o meu amor é vitrúvio, delícia, perícia, versículo botânico, todo balsâmico. o meu amor oferece-me cadernos, blocos e flocos, processos internos e escritos benditos. o meu amor é chuva ácida que rompe o plástico, o meu amor é força, pastilha, partilha e elástico. o meu amor é combustão, é feirante às quintas, delirante nas cintas. o meu amor opera-me em camarotes, é o graal dos lancelotes. o meu amor é curva e esquina, sombra, esquisso e concertina. o meu amor é um crianço, um gritanço de alegria, uma boca fantasia. o meu amor não tem nome, muda todos os dias. o meu amor é uma calma de chá, navegador em planos aéreos, ares e relentos etérios. o meu amor é insónia de mel nos dedos, podando arvoredos. o meu amor tece teias e morde pescoços. o meu amor são destroços. o meu amor é ferro fundido, temor ardido que dança comigo. o meu amor queda subindo, levita descindo. o meu amor tem segredos, luzes, truzes e trocas. o meu amor troca-me as voltas. o meu amor mergulha em destinos, não ouve nada, nem desatinos. o meu amor é bom de guardar. o meu amor é um disparate, o meu amor é um díspar arte. o meu amor tem berlindes, dribla pianos e doces de abóbora. o meu amor é aurora. o meu amor foi acaso a caso, num par e passo doble. aqueduto em movimento, o meu amor é alento. mas não sabe. nem missas nem metades. porque o meu amor é invento, engenho de asas enceradas, mil quedas voadas. entredentes estridentes para mais ninguém ouvir. o meu amor cobre-me com mantas, o meu amor é páginas tantas. o meu amor é explendor esplêndido, o meu amor é incênsio. o meu amor quer paz e o meu amor é capaz. o meu amor corta-me vazas e dá-me asas, vazos e anzóis. o meu amor são todos os sóis maiores. o meu amor é braço de rio largo, margem fértil de nilo dado a rá, ré, mim. o meu amor é luz colorida dum projector acendida. o meu amor é susto de terra, o meu amor é na relva. e traço entrelaço de trança, ao longe me afiança que tem esperança. e ao meu amor eu digo que sim. porque também sou o meu amor. e porque o meu amor nasceu como eu, agora. o meu amor piana-me piano de caudas várias em primeiro plano. não joga mas balança, não chora e faz piada. o meu amor é sageza, duende da natureza, julga-se doente e de rudeza. mas o meu amor é ilusão própria e os seus olhos só vêem em volta. e eu só vejo o meu amor. o meu amor é crú, panos e manos de destreza, pincéis de leveza. e depois é candura, mansura, quentura, bravura. é vulcão, é lava, fogo negro que não queima. trouxas de trazer ao ombro e orelhas mocas ao estrondo. saltitante e saltitinho; do falcão o vôo rasante para apanhar o ratinho. o meu amor é um morceguinho. o meu amor.

9.11.05

de como eu amo postais



gosto de mapas pelas escalas, pelas viagens sonhadas, pelo desdobramento, pelas distânciaa encurtadas, pelos cumes, vales e mares, pólos e trópicos, estadas, caminhos e nomes.
mas principalmente pelas cores.



projectos, projectéis e projecções


oráculo
Rita precisa comer muito feijão pra chegar perto.
Rita precisa, além de todo o cuidado, ...
Rita precisa escolher um para os shows.
Rita precisa se concentrar para poder cantar.
Rita precisa, deseja e merece.
Rita precisa ter cara nova.

diz o google que isto é o que eu preciso...



volta e meia foge-me o pé para onde não deve...



mesa para três?


eu acredito

8.11.05

diz o márinho q sabe ouvir. se o pior acontecer, acho q vamos todos de ter de gritar...

(na sequência de um post anterior - parece que ninguém quis dar a cara ainda...)



rebentação

6.11.05

as coisas que eu encontro


day after

é ter uma maratona de concertos em formação completa dos gipsy kings dentro do crânio a fazerem o que fazem e furiosamente. só para mim.

5.11.05

a fibra


 

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