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gaveta
19.11.05



e às vezes, quando falha a imaginação e a memória, começo a dedilhar o teclado partindo de outras fontes, quase sempre fotográficas ou tansformadas, quebradas a essas dimensões, nos mil jotapegues que tenho arquivados por aqui à solta. parece um canil em agosto, tudo à solta, sem rainha nem pop. e gostava, claro, de saber e poder fazer melhor. de conseguir sair do planeta quoti e atirar-me de cabeça para buracos negros, esventrando e inventando renasciementos. ser tão incompreensível que seria impossível não perceber o que diria. e ai, então aí eu vinha profética, de sandálias e the whole enchilada, encher isto de balelas. antes baleias que são mais leves e nadadoiras como eu. ai a saudade do verão a apertar os calos à menina. pois, como fazia falta um par de sandálias para me consolar do gelinho no mindinho. e numa sexta à noite, numa blogosfera vazia, a menina não ferra e batuca no batente sem olhar para a tela. assim só para ver como sai. dará retoque, claro, não vá a coisa sair um ditado defeituoso. nunca tinha erros nos ditados. não era, professora natália? e uma das minhas para sempre indeléveis vergonhas foi a de numa aula de português, com dez anos, ter-me achado com talento literário suficiente para alterar a posição do pronome com o sei lá e depois saiu-me pela culatra. parece que as suas bincadeiras tinham de ser preferidas e não podiam ser as brincadeiras suas preferidas. coitado do cão. que ainda hoje nem tenho. mas tive outras coisas. e os cães de outras pessoas. e queria um pónei também. mãe, ainda quero um pónei, está bem? para tratar muito bem dele. porque há coisas que queremos sempre. e eu agora queria 2 mil páginas e tempo para as deglutir, degustar e engolir, de e com vagar, vagarinho, na cama, encostada às almofadas, a meia luz quebrada, a fechar o olho de ensonada e a não fazer mal que amanhã é sábado. e é mesmo. e então vou. porque já é sábado e vou pôr-me em dia. boa noite.

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