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gaveta
31.12.05

play it again sam.

30.12.05

QUE SEJA GRANDE

QUE
SEJA
EM
GRANDE



cheers


os meus comprimentos
drama a ver o q se veste na noite da mudança. a estrear qualquer coisa no dia depois. quero este que vem mais arejado, nada escondido. uma coisa leve e transparente. um tule tolo em forma de bolo. sem listas, bocados faltantes, ou resoluções, que essas ficam para quem não tem as soluções. eu assim. sem emenda. e sem remendo. e a gostar. [vou entrar assim] o sucesso, uma grande entrada e uma saída em grande.


eu já tenho umas grandes entradas. obrigada.

29.12.05

a cara
à banda


resolução de ano novo


palavra da senhora
guache

27.12.05

D. Ingénua só praticava os sete pecados normais. os outros cometia-os em teoria.


macroeconomia
às vezes a minha alma é uma economia de escala

26.12.05


and now for something completely brilliant


a cara
de cu


eu ralo-me
hoje dei por mim a pensar... se o soares ganhar e fôr presidente outra vez, têm de pintar-lhe um novo retrato. a galeria vai ser soares, sampaio e depois soares de novo, mas em mais velho. será que sendo ele tão fixe, moderno, tão igual a sipróprio, um jóve de 18 anos, o novo quadro será mais pop?


o meu presente

24.12.05


23.12.05

a raiva
é-me impossível falar com alguém, sem que os meus instintos selvagens se animem, que declara à luz do dia que não pode tomar banho depois de uma refeição. tudo piora quando a refeição foi apenas uma salada. gostava de saber quem foi o criminoso que algum dia disse que entre os 20 minutos decorridos após a refeição e as 3 horas cumpridas [atentem no rigor] da digestão, o contacto com a água - o facto de a pessoa se molhar sequer - pode ser causa de morte. esta crendice mal fundamentada tem ferozes adeptos que nenhum estudo científico conseguirá algum dia demover - qualquer esforço será inútil e eu já desisti de evangelizar. fica o poder da imbecilidade mais uma vez estupidamente provado.*
*para quem não sabe, é o choque térmico que exige demasiado ao organismo, podendo este entrar em colapso. se tomar um duche quentinho, olhe que não cai para o lado.


este é o meu reality show.


glu glu

esgota-se-me a paciência para quem não gosta do natal , embirra e dá lutas e oferece resistências a qualquer bom motivo para gostar.


actividade
depois de ler este post lembrei-me do relatório de actividade de uma empresa multinacional do sector energético, que apontava como dificuldades os confrontos com activistas. nomeadamente os NIMBY [not in my backyard] e os BANANA [build absolutely nothing anywhere near anything]. sem porquês, sem apelos nem agravos nunca mais me esqueci desta gente [e pronto, acaba aqui a história.].

22.12.05

a cara
de coroa


o bolo
quero aquele ali, com recheio de tudo.


da série "frases que não impõem qualquer respeito":


vou fazer o comer


porque é que algumas pessoas insitem em tomar o verbo como substantivo? alimenta mais assim? a confusão que gera e o erro dado são, para além de ilógicos, inúteis.


21.12.05

porquê as cabaças, pergunto eu. as cabaças! aquelas cabaças secas nos tectos dos restaurantes! porquê???


ça dépend


em
caso de
emergência
partir este
vidro

20.12.05

a luz sair da discussão
hoje dei por mim arrastada para a discussão da educação sexual. no outro dia foi a do aborto, há uns tempos a da adopção de crianças por parte de casais homosexuais, antes a de quem era o culpado do arrastão. juro que não sei porque discuto isto. por muitos motivos mas principalmente porque de todas as vezes foi com que não soube argumentar. já ninguém sabe discutir em condições! nem uma boa peixeirada nem um bom debate. uma pobreza moleza ou uma aldrabice...


este blog tem as pilhas incluídas


a cara
de caso



dias de luxo

19.12.05

e ele disse: calma é o meu nome do meio.


VERSPRONCK, Jan Cornelisz

1640



isto um dia foi uma noiva


da série "este natal eu quero..."

tempo


de como é bom perder a cabeça


da série "este natal eu quero..."


uma cascatinha para a sala
igual às dos restaurantes chineses, em que a água está viva.

18.12.05

porque
ao
domingos
todos
somos
herbívoros


silly sunday
aproveitar o mais que posso a quadra para abanar a cabeça ao som do é natal é natal, está tudo a nevar simulando a queda de caspa como a da neve.


e no fim do comentário alguém disse: jokas maradas


porque às vezes é como se tivesse escrito um parágrafo inteiro em caps unlock sem dar conta ou afinal um insert carregado arruina a ideia antes de. e às vezes é sempre assim quando é assim. mas afinal não é sempre. e ponto final



até


não esperava nada e por isso o café. olhava para o relógio fingindo esperar alguém. sabe que olham de lado quem só está ali. olhava sim para o outro que estava ali mas difarçou. não esperava nada, fumava por não ter mais nada que fazer. e depois apagava porque não sabia porque tinha acendido. e porque não sabia porque tinha apagado, acendia outro. a não haver nada que o empurrasse, ficava. também não sabia porquê o cigarro e não o cachimbo. da paz. era da paz. porque não era de mais nada. mas era o cigarro. entrou no carro. ligou o acondicionado, no forte. quis acender mas o vento não deixou. de raiva e de solução final apertou o eléctrico e queimou a ponta. pensou nela outra vez. lina, deixa-me ir-te ao cu. e aqui partiram-se os cristais e as boémias. e nunca mais a viu. que idiota. e pensou noutra coisa. em como todas as suas camisas eram todas de flanela e nas pessoas que vão de sapatos para a praia e no que isso quer dizer sobre elas. volta e meia, que nunca as dava completas, escrevinhava e guardava esses guardanapos. um dia emolduraria. um dias dois dias três dias de trava línguas, tigres trimestrais, mestres campestres, ultra terrestres. andar anónimo, sem número, sem marcha, com campaínha, sino, sina velha e pobre que funciona sempre no movimento do abanão.


black&white is beautiful




(foto de bart em olhares.com)


o susto, o tónus, a esfera íntima















€ 19,90 IVA Incluido
Este aparelho metálico revestido de material anti-choque actua eficazmente sobre os glúteos (nádegas), coxas e restantes músculos da zona pélvica e abdominal. Além de contribuir para o emagrecimento e para uma silhueta mais esbelta, é muito útil (porque aumenta o tónus muscular) no tratamento da incontinência, da dilatação da próstata e de outros problemas da esfera íntima. Dispõe de uma pequena rosca para regular a intensidade do exercício. Dimensões: 21,5 x 14,5 cm.
aqui.


maiúsculo
levantar halteres egos











dêem-me

musicais


porque hoje é domínio

17.12.05

porta fora






muito pobre.


a gastar milhões nesta pobreza.

uma desgraça nunca vem só.



(não será este o único desgraçado, mas este parece que faz mesmo de propósito)


o sonho e a febre de uma manhã de sábado de inverno

14.12.05


quem daqui diz punaise?


da série "frases que não impõem qualquer respeito":
estás com má cara... dormiste mal?


é sempre com preguiça que falo. quero dizer, não será sempre, mas a maioria das vezes. ou porque é inútil ou porque a maioria do que quero dizer já está dita ou melhor, nem é preciso recitá-la. é sempre com preguiça que escrevo. não tanto com preguiça, claro mas porque sei que se começasse a sério, e o que será este sério, o mais provável era não parar. mas a maioria é estatística e o mais provável é só probabilística, e nem uma nem outra me interessam por aí ou por além. e se calhar é por isso que digo, ou vá lá deus saber, continuo. não a favorecer contras nem para demarcações fantasiadas, que disso, e a sermos 100 biliões, seria sempre difícil. e para difícil temos o resto todo.
agora nesta dificuldade, deixai-me dizer ao mundo inteiro, daqui, do meu palanque de tabuinhas de pinho, com dias de platex ou fórmica, que, e é aqui que faço a vénia: a capacidade, é que nem é preciso mais nada, nem falo da qualidades, só a capacidade de expressão é uma estrondância de trovão. e ninguém diga o contrário. o milagre é o do meio. não o filho do nem o de comunicação, não o da torrada. mas o justo. e o veículo, aquele que não é automóvel, o veículo que nós empurramos. é a ligação, a troca atómica que me deixa atónita, que me dá a tónica à acção.
fresco fontanário de porquês, não é uma busca oracular o que move o que movo. o que me comove é a perfeição. a que às vezes inunda. a sintonia de uma ligação, quando tudo o resto é estática ou mau sinal. saber a frequência, reconhecer a cadência, essa dança sincopada, telepatovisionada. aí é que está o ovo da galinha.
está bem, há muitos ovos, muitas galinhas e tudo isso. mas hoje, aqui e agora, eu rita, às dez e meia da noite no dia catorze de dezembro de dois mil e cinco, aponto o dedo e digo: é isto!
e é que é isto mesmo! e é que nem é outra coisa.
e é milagre que eu esteja a apontar este dedo que alguém me deu de presente, o amigo invisível da festa de todos os dias, com sorteios resorteados diariamente qual sorte grande.
e é assim, meia tonta meia bêbada que vou tentando um lótus a ver se m'acalmo, e se ganho coragem, que a questão é mais falta de coragem do que aquilo a que eufemísticamente chamei preguiça, a tentar ver às escuras se o gato é pardo ou leopardo, se destrinço um sentido à trança, trama teia de aranha que aqui vai. a ver se faço listas, se recruto os meus mebros e os ponho a fazer. até sem critério, pelo menos ao princípio, mas a fazer. a fazer alguma coisa. e nem é preciso ser com jeito.


não parece mas
esta é uma posta crescida da noruega


falta-me o ar.

então conspira fundo.


ponto de não retorno
- Bom dia Sr. Pulquério.

depois de dizer isto, claro, já não havia mais nada a fazer.



she was born on christmas eve and she cried her lungs out, nonstop.
her mother and father named her carol.


post mortem

12.12.05

ceci c'est un chapeau

assim mas maior, depois pinta-se, recorta-se, enrola-se, agrafa-se e põe-se na cabeça. depois destas manobras, festeja-se!


Natal


vivemos na lógica do zoo


o fecho da edição


um destes dias
faço uma lista, começo a apontar e a dizer as verification words do blogger -que ele próprio proporciona já de si uma boa selecção- como neologismos privados.
primeiro exemplo: kuyira. e depois deste, muitos mais.


toque-me, touch me, touchez moi,
dizia a máquina


um rei não precisa de dizer que é rei


momento zen
queria dizer tudo. fez um voto de silêncio.

11.12.05

anda uma pessoa sussugadinha sem fazer mal a ninguém, a passear, para depois dar de caras com coisas destas e destas!

10.12.05

o menino jesus não tinha febre dos fenos


de como eu gostava de ser ruiva
e mais nada


numeral ordinal
aldrabão de 1ª, ladrão até à 5ª casa, um tipo de 3ª categoria...


firme na hora
eu não queria acreditar. ainda não quero. digam-me que não é verdade. desmintam. venham a público com comunicados e vão a pé a fátima. adoptem cachorrinhos e patrocinem crianças à distância. façam o que quiserem. mas redimam-se disto. porque eu não posso acreditar. (se nada for feito no espaço de 30 dias - e estou a ser generosa - faço as malas e saio do país.)


(via contra-indicado)


resposta na ponta da varinha
o jogo do sabichão magnético


anda cá, dá-me o sopro, o sono, o escopo, o corpo que escuto e escudo.


ao sentir-se a esvair deu por si, inconscientemente, a coleccionar objectos indispensáveis. um cubo de rubick, uma bola de espelhos, um pião, um catavento, um iô-iô, um caleidoscópio, um conjunto de matrioskas, uma bola de cristal, um sino, bolas cinéticas para o tique-taque na secretária, uma placa de dardos, um cachimbo, uma fotografia da marylin warhol, um lenço de cornucópias, uma mala de viagem com etiquetas de sítios por onde passou, uns binóculos, um avental kiss the cook, um dispensador de pez, a bóia das marés vivas, um jogo de dominó, um globo terrestre, a moldura perfeita, o tapete de urso, miniatura de autocarro inglês, um guizo, um dicionário muito antigo, crachá do smile original, um frasco de bolhas de sabão, uma lupa, o balão de hélio para inalar, um gravador de repórter, um chapéu de feltro inclinado, uma prancha de surf, um magnadoodle, um quadro de giz, uma ampulheta, a lanterna de petróleo, duas bolas tilintantes zen, um brinquedo de folha, um brinquedo de corda, uma bengala, um penico antigo, os bilhetes do melhor concerto, os ténis mais velhos, umas 501, o seu cd best of, o rebento de bambu, o frasco do seu perfume, um papagaio de papel, uma touca de banho às flores, o candeeiro de lava, um despertador com rádio, uma manteigueira em forma de vaca, uma gabardina, uma aranha de massajar a cabeça, t-shirt hard rock não sei de onde, o cinzeiro que diz proibido fumar, um troll, um simpson à escolha, um cesto de picnic, um panamá, um puzzle irresolúvel, um galo de barcelos que diz a temperatura, a rolha de uma garrafa de champagne, um zippo, um espelho de aumentar, um pai natal de chocolate, dados para pendurar no retrovisor, tatuagens de colar, estrelas fluorescentes no tecto do quarto, a guitarra que não sabe tocar, o seu teste 100%, a caneca dos lápis, um walkman, a sua caricatura, um colar de clips, o termómetro que partiu para ver as bolinhas de mercúrio, um relógio calculadora casio, e continua.


e o cristo redentor chegou e arredentou.


há frases que são sentenças

8.12.05

há frases que são orações


é tudo uma questão de tempo.


a frase mais passiva, e simultaneamente a mais terrorista, de sempre.


justificava-se sempre
o mais à direita possível
para que os outros passassem.


o espanto
é verdadeiramente extraordinário que alguém possa recepcionar alguma coisa.


one man show
segurava numa mão o microfone diante da boca, e na outra, esticada mais acima, aguentava o holofote apontado à sua própria cabeça.


criação
levantava-se com o sol todas as manhãs para religiosamente pensar os porcos.


prefiro uma criação a um criado.


ao telefone
perguntou-lhe:
-o que fiz eu para merecer isto?
e do outro lado responderam:
-nasceste
e pensou:
-não era o que queria ouvir. mas pode ser que seja verdade. e vai daí...
e então calou-se.
e então desligaram.


um dia destes
começo uma série ou um questionário que depois ponho a circular, só naquela de dar prestígio. a coisa rola por aí, a malta responde, tudo linka, uns aos outros e amim, dá-se o mote, a malta fica contente por participar e eu, que comecei a onda, as palmas a meio do número de circo, digo assim: ehlá! sou de referência...


pi



assobio do infnito


que eu hoje estou popularucha
é aqui que eles estão


o carteiro, a origem
toda a verdade


e portugal inteiro pára para ver meter-se o feriado

6.12.05

pós lavagem
sim, ciclos breves







(homenagem ao desaparecido http://laplage.blogs.sapo.pt/, onde um dia li uma inesquecível crítica musical à sinfonia de uma máquina de lavar loiça)







flash


não é por acaso que o tempo é circular


4.12.05

alma nua
não tinha roupa interior


santa rita

santa do impossível.


tuneladas



reis magos, anjos caiados de branco, cinzentos verdes azuis de mar, caudas raposinas, raízes de embondeiro, concertinas coradas, duas amuradas, meias ameias adoradas. um triângulo de queijo tigre, roubado contentamente, dança sapateada, pulinhos de coelho atrasado. meninos trepadeira, com bracinhos de vime, subindo às janelas, serenatando serpentinas. esponjas de mar para sugar águas de fontes deixadas esquecidas, destapar lagoas e gaivotas e leoas, e lançar na savana os dados dos dedos pintados, esticados para notas impossíveis, para os pontos e vírgulas.


o Abandono
chove a potes, vasos e cântaros. António recita a tabuada dos nove. Antero, incomodado com a cantilena, põe o chapéu e sai de cena. entra agora Augusto, de castanhas fumegantes e junta-se a António no canto das tábuas. não pára de chover mas Anacleto não se importa, tem a cabeça em forma de cone e a chuva escorre num instante. Ambrósio já não gosta tanto, circunferêncio de cucuruto, fica cabisbaixo na moínha, doi-lhe o reumático e a alminha. Aníbal continua o passeio, impassível no andar, e estóico estóico, aguenta, o que a vida tem para dar. Américo, pequenino, sonha muito com viagens, quer ser levado na torrente e perder-se a bruçejar. Arquimedes bem procura o guarda-chuva que lhe foge, quer sair e não pode, para ver o arco íris. Antiquário deixa-se ficar no solfá, desfolhando partituras, sabe bem que a chuva passa e portanto não tem nervuras. chega Adamastor, em passo largo, tira o capote e encostado, à lareira ouve tudo o que diz Abelardo. Abelardo já lá estava, esteve lá desde o princípio, mas Abelardo está calado, ouve a chuva sem sacrifício. Adriano, cinzentone, rejubila com a luz, a meio gás de vontade que é precisa a electricidade. nisto Alberto, indignado, homem poupado e de bom senso, quer o voto de cada um: se se desliga o candeeiro ou se se liga mais um. mas a Alberto ningém liga, especialmente Aguinaldo, que no alto da sua tolice brinca com o interruptor. quem não percebe nada é Abílio que chega do trabalho e depara com este teatro logo que limpa os pés ao capacho. apanhado de surpresa ficou Admiro que tinha usado o cachecol de Abílio sem pedir ao legítimo. esconde-se Admiro atrás do sofá mas já lá estava Analídio. em não havendo espaço para dois, é Analídio, mais pequeno, que sai fora da trincheira; obrigado a sair, olha Adamastor com medo. mas Adamastor não lhe liga porque quem ele quer é Andrete. e quis o destino que Andrete entrasse na sala naquele momento. corre Adamastor para ele e encosta-o à parede pelos colarinhos molhados, ele que, coitado, se encharcou no caminho. pregando-lhe uma valente estalada sêca na sua bochecha molhada, diz-lhe Adamastor sem clemência, Andrete, tu dás cabo da minha paciência. Andrete, pequeno aldrabão, pede tudo a todos e nunca dá, fica com letras e hipotecas em todas as bibliotecas e muitos deles ele enganou. Já teve más experiências mas também se safou; Analídio por exemplo, ficou sereno perante a fraude e Ângelo nem miou. mas desta vez foi ele quem se enganou. e é Adamastor que lhe esgana o gasganete. a maioria nem liga e uns já levam o hábito deste espetáculo. A sala pára, estarrece e espanta, ao ver Andaime entrar sem pedir; há muito que não se falam e ninguém o convidou a vir. Antiquário espreita por cima da página, Admiro por trás do sofá. pára tudo por momentos, solenemente na censura. mas Andai-me altivo e frio, faz que não se incomoda e instala-se no corropio. entrabula com António que entoa tabuada em verso. António não se descai e continua no seu canto. tenta então Abílio a ver como para a moda, mas Abílio com frio e sem cachecol corta-lhe as vazas num instante. Abílio, rapaz quente, não aguenta o inverno. ao contrário de Alterno que é quando está melhor. Alterno, o mais velho, está contra tudo e contra todos, antes de ouvir já diz que não, se lhe dizem sim ele levanta a mão. mas Alterno é respeitado e todos lhe dão razão. menos no que toca ao inverno chuvoso que a todos incomoda, mais ou menos, em proporção. quem não leva nada é Andaime que agora lê o jornal, ignorado e ignorando. quem também impõe respeito é o velho Anaronel, militar de carreira, que nunca chegou a coronel. mas a idade é uma factor que nesta sala impera, fala um de cada vez, só Aniceto berra. Aniceto, criançudo e pouco esperto, furioso com a chuva faz fita e dá o repto. é Aniceto quem provoca a carga d'água no salão, só Adamastor cala a tempestada num biberão.
entra agora magistral Zulmira triunfante, mãe de filhos, mãe de todos, corre tudo ao bofetão. seja novo, velho ou forte, não lhe cabe outra sorte senão a de acatar o pregão. acabou-se a brincadeira, pousam armas, aquecidos, ao colo da gorda mãe. e consolados, derretidos, são soldados adormecidos.

3.12.05

candy war hole
escrevia como falava. e falava como quem tinha
a boca cheia de rebuçados.




Monthy Python - Always look on the bright side of life


Love Story
Aurélio era copista
colhia e semeava,
reduzia e imitava,
reluzia e debitava
informação

Um dia viu-se Aurélio
doido doido de emoção
disse Aurélio de si para si:
Mata-me, mata-me o borrão

Veio Aurélia colorida,
flor cedo colhida,
saia rodada e enfeitada
segredar-lhe ao orelhão:

Aurélio lindo Aurélio
pinta e escreve para mim
Aurélio meu Aurélio
vou amar-te até ao fim

Posto isto assim posto,
depôs nosso Aurélio a pena
arrastando-se prado fora
na demanda da melena

Aurélia bonita e esperta
disse a Aurélio: desaperta
Aurélio dito e feito,
disse e veio sempre escorreito

Vendo Aurélia tanto brilho
e querendo Aurélio tanto filho,
disse-lhe Aurélia ao ouvido:
Rebéubéubéu pardais ao ninho.

2.12.05

o medo

fazer parte de um padrão





















somos todos animais de estimação


 

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