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gaveta
18.12.05

não esperava nada e por isso o café. olhava para o relógio fingindo esperar alguém. sabe que olham de lado quem só está ali. olhava sim para o outro que estava ali mas difarçou. não esperava nada, fumava por não ter mais nada que fazer. e depois apagava porque não sabia porque tinha acendido. e porque não sabia porque tinha apagado, acendia outro. a não haver nada que o empurrasse, ficava. também não sabia porquê o cigarro e não o cachimbo. da paz. era da paz. porque não era de mais nada. mas era o cigarro. entrou no carro. ligou o acondicionado, no forte. quis acender mas o vento não deixou. de raiva e de solução final apertou o eléctrico e queimou a ponta. pensou nela outra vez. lina, deixa-me ir-te ao cu. e aqui partiram-se os cristais e as boémias. e nunca mais a viu. que idiota. e pensou noutra coisa. em como todas as suas camisas eram todas de flanela e nas pessoas que vão de sapatos para a praia e no que isso quer dizer sobre elas. volta e meia, que nunca as dava completas, escrevinhava e guardava esses guardanapos. um dia emolduraria. um dias dois dias três dias de trava línguas, tigres trimestrais, mestres campestres, ultra terrestres. andar anónimo, sem número, sem marcha, com campaínha, sino, sina velha e pobre que funciona sempre no movimento do abanão.

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