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gaveta
28.2.06

de vinte e oito ou vinte e nove só há um.


da série "tentativas aforísticas":
o espírito do estado é um desgoverno.


M. A., isto que aqui vês é o nel monteiro mais as bailarinas. mais ou menos. chamam-se rita e catarina. não há direito. ainda assim mantemos os nossos nomes ou morremos de vergonha? ficamos como estamos, que isto temos de ser uns prós outros e és tu que me vales. fica a homenagem. bem sei que é pimba mas é um sucesso.


picture perfect

sem palavras. o génio. aqui.














fig.1 looking sheep


o senhor 1 e a senhora 2 viviam na mesma casa,
dormiam na mesma cama, comiam na mesma sala, lavavam os dentes na mesma casa de banho.
separaram-se devido a semelhanças irreconciliáveis.



the name of the game
eu brinquei ao carnaval

27.2.06

t o d o s o s s a b o r e s


carnival

26.2.06





gostava de escrever. ainda não sei o quê.


pocket money

a meio do princípio do fim do mês.
são só papéis.


my sunday moment


civilização










fig.1 um beijo


united statements
eu particípio no passado


[isto é uma gaveta]
[abrir o rebuçado pelo picotado]

24.2.06

tia Lilocas de óculinhos na ponta do nariz, a fazer as vezes de minha tia Genoveva. amor de senhora e presentes inacreditáveis. anjo pançudinho de campo de ourique. até já tia querida. é um instante.


pés de fada




[walking on sunshine]


if the shoe fits
i'm in your shoes


suite royal dream
Dream
Dream dream dream
Dream
Dream dream dream

When I want you in my arms
When I want you and all your charms
Whenever I want you
All I have to do is dream
Dream dream dream

lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá

23.2.06


blowing, huffing and puffing in the wind


picture perfect

















watching the ships roll in
watching the tide roll away

22.2.06

palavra da senhora:
guizo


[limpezas primaveris]
o suspiro fundo desse pó a sair, ir embora.
o alívio bom do nunca mais.


quem se lembra do bicharoco curro?

21.2.06

palavra da senhora:
ancinho


[falta-me tanto a pachorra para a cartoonada insensata merdiatizada que até me custa escrever isto.]


cai o caos e a trindade, chove
e eu penduro a roupa no stendhal


não sei se te chame anta ou dólmen


eu assim
cheia de verão

20.2.06

morning glory




o décor

[keith abriápórrtá]


[e às vezes fico a pensar o que é que aqui escrevo. e pronto.]


cartão de crédito


[lista de compras]

jogo de cama


[agenda]
pagar as multas. {fui encoimada duas vezes pela emel}


eu assim

[travel without mooving]


princípio de semana
gracias e piadinas


picture perfect

19.2.06



my sunday moment

17.2.06

freakin' fry day
[as coisas têm a mania de me desobedecer. por isso eu gostava de ter uma tia Genoveva, tomar chás e dançar o triplo. e gostava de fazer pausas, qual comando do vídeo. aplausos e miosótis pra esquecer raivas e melancolias.] craptacular, como diria bart simpson.


moon amour
[cubosfera]


só tu sabes dizer o meu nome


palavra da senhora:
esplendor


um dia que saiba pintar, farei um auto-retrato: um pão de ló

15.2.06




li isto e foi desculpa para não escrever tanto. sim, já tinha pensado antes em deixar aqui o meu e o meu dedinho censório a acenar que não. de facto irrita-me solenemente e chateia-me a pronto a sobrevalorização de uma beleza photoshópica, standardizada, cada vez mais imberbe e menos real. tudo magro, novo, mudo, liso, alto, solto, loiro, o olho azul da praxe que só dessa cor é bonito, a falta de poros, pêlos, sinais e restantes marcas ou traços humanos; o apelo constante a uma sexualidade exacerbada, latente ou não, como se o belo e o teso fossem inseparáveis e a idealização, mais ou menos idiota, de umas figuras trabalhadas de expressão semicerrada para a objectiva qual biscoito eat me. nada de argumentos ressabiados nem de extremismos tudoaonatural que não sou o género nem gasto por aí o meu tempo latino, mas a limitação incomoda-me. ter que ser tudo assado para ser bonito é inacreditável e o leque de pessoas que correspondem a esse retrato robot é ínfimo. a obsessão da imagem concha é um enjoo, já nem falando do veneno que é, [e agora solto o cliché:] principalmente para as femininas da questão. a mim não me incomoda especialmente e cada um por si, mas faz-me alergia ouvir recitar critérios e ver apontar intolerâncias em jeito de despotismo estético. a minha avó advoga que os feios não deviam nascer; já eu não irei tão longe e atiro-lhe com o argumento da relatividade e da necessidade de contraexemplos para começar, mas neste campo estamos quase isolados tirando as vezes em que vamos atrás dos outros. servirá isto para lembrar que haverá dias bons e dias maus para todos e que artifícios não são sempre fogos. não impinjo gostos mas vou discutindo com gozo. e fiquem sabedo que para mim a menina do rabo em tóquio é uma nódoa a vários níveis perto de outras como a portman feita leveza e que o adriean brody é dos homens mais fascinantes, isto entre tantos milhões de casos parecidos. cada cual com cada cual, que não me apetece dizer mais vulgaridades hoje nem esta cantiga de explições elementares para o abtracto.

14.2.06


contra fatos não há argumentos


internidade
na verdadeira ascenção da palavra


[post censurado]
nos olhos, o lápis azul


all in the family
bate certo. eu nunca decoro o que é um fora de jogo, por mais que mo expliquem. a minha mãe diz de todas as vezes joe lino quando quer falar do jay leno, por mais que a corrija. isto é cromossomático. o meu pai diz bulinhas mas diz drógado, a minha melhor amiga diz bondi quando quer falar do chocolate. detecto aqui e ali estranhas osmoses.e sabe bem.


asas em

doses de bull

13.2.06

talvez um koh-i-noor, talvez um cubo de caldo knorr

12.2.06

eu assim
eu assim
eu assim


uma duas pérolas


de 0 a 10, sendo 6 o máximo
serei subscritora


disse-lhe
fazes-me vir ao de cima.

11.2.06

coisa bonita de se dizer:
por mão própria


dica da semana


dei conta disto há muito tempo, enquanto via um episódio do seinfeld, vá lá deus saber porquê. mas é um facto da vida, fútil mas útil a muita gente e cá vai:

não há homem mais imundo que com um banho, umas calças de ganga normais [que podem ser trocadas por umas caqui], uns ténis clássicos [que podem ser trocados por uma palmilha mais formal], uma t-shirt branca e um pullover azul escuro [decote em V já agora] e um, vá lá, casaco pró desportivo em jeito de blusão castanho, não saia prestável.

note-se que o banho é indispensável. mas note-se também o que este ensemble consegue fazer mesmo pela mais repelente criatura.

fórmula de que nem todos precisam [não recomendaria a uniformização aos kramers e outros, que estão muito bem assim], e que não será original. mas sai limpinho.

e pronto, era isto.



situação: resolvida [na reserva]

tenho com o meu carro uma ligação directa

10.2.06

levo os meus parêntesis para todo o lado


mel o dia
depois lembra-me de te cantar o nobody does it better da carly simon ao ouvido. *


*as corny as it gets


as minhas manhãs
jam sessions de amora


o que eu gostava de ter recebido no natal
[tapete]
[alimentando a secreta esperança de vir a receber nos anos]


volta elton, estás perdoado
She packed my bags last night pre-flight
Zero hour nine a.m.
And I’m gonna be high as a kite by then
I miss the earth so much I miss my wife
It’s lonely out in space
On such a timeless flight

And I think it’s gonna be a long long time
Till touch down brings me round again to find
I’m not the man they think I am at home
Oh no no no I’m a rocket man
Rocket man burning out his fuse up here alone

Mars ain’t the kind of place to raise your kids
In fact it’s cold as hell
And there’s no one there to raise them if you did
And all this science I don’t understand
It’s just my job five days a week
A rocket man, a rocket man

And I think it’s gonna be a long long time...


conta poupança

9.2.06


[words are very unnecessary]

8.2.06



happy birthday mr. presidents


letreiro
seja bem vindo
aos
antónimos anónimos



artista plástico
inside job


post it
posto isto


[vichy & ETC.]
é verdade, mãe, obrigada por se lembrar sempre!


e agora aqui eu escrevia qualquer coisa polémica.


na minha mesa
só misturas


intestinal desarranjo
hoje é fevereiro. depois da fúria do natal. da fúria do ano novo e depois da corrida à pechincha sazonal, ele há que manter o consumidor animado. num eforço épico por manter os motores em funcionamento e com o apelo à santidade, o valentim é quem as paga. o valentim, coitadinho do valentim, para quem a cruz do nome já pesa que se farta, leva com a pombada apaixonada por peluches e perfumes, a última compilação da rádio cidade e postais de paixão assolapada pré impressa. ele é a montra cor de rosa e a grande dúvida existencial, qual adão ou chimpanzé, desta data: o 14 de fevereiro vem do cupido ou do beato? a questão é pungente mas as pizzarias enchem, e os fios de esparguete juntam damas e vagabundos na pior noite para se jantar fora do ano. tudo muito rosas e corações, muitos laços e beijões, na parvoíce tchachim de quem ainda não percebeu que a coisa se vale é para todos os dias.


isto está


debaixo desconstrução

7.2.06

atchim


de mexer o café com a colher ainda que não ponha açucar, de me servir demais, de olhar para a televisão sem a ver, de adormecer de luz acesa, de querer desembrulhar tudo, de fazer almofadas de areia na praia, de abusar do sal nas batatas fritas, de voltar atrás para uma segunda checkada ao espelho, de recortar coisas que gosto, de pôr tudo na gaveta, de deixar para amanhã, de ter as unhas pintadas, de morder o que posso, de roer os dedos e as pontas dos lápis e ficar com tinta e sabor a madeira na língua, de beber a água do mar dos cabelos molhados, de ir para a cama com as meias com que andei todo o dia, de deixar o triângulo do pacote de leite na gaveta de onde tirei a tesoura, de olhar infinitamente as prateleiras do frigorífico, de empilhar livros, de deixar tudo a meio, de mudar constantemente de faixa e de estação de rádio, de encontrar senãos, de lavar as mãos, das malas e dos sapatos, de encontrar trocadilhos em tudo, de olhar para os outros, de achar que o facto de eu cantar não incomoda ninguém, de entrar em todo o lado só para ver, de pedir copos de água, de imaginar negócios milionários, de tentar impingir coisas de que gosto aos outros, de rabiscar papelinhos e escrever coisas em bilhetes e guardanapos, de ler as portas das casas de banho, de ouvir conversas de terceiros, de achar que me safo, de que é preciso mudar tudo, de que está muito bem assim



eu assim

découpage

6.2.06

enfeites especiais e perfeitos secundários

5.2.06

my sunday moment


o meu nevão

[derretida]


com domínio
um dia destes vai viver para uma casa decimal.


too chic
cheek to cheek


no princípio era o verbo
depois era a conta

4.2.06

amanheceres


(adenda ao anterior)
também a evitar a confusão entre esparregado e esparregata

3.2.06

la haine:
chamar-se salada à alface




*homenageie-se aqui o grande Alface

*registe-se que a nova imagem do bes me faz pensar em ben-u-rons e aspegics




a maioria de nós justifica o seu nome.


um pecadinho
my criteria is laughability


no outro dia alargaram-me esta pérola no colo:

- essas coisas da internet e dos blogs e essas cenas, isso é p'ra malta desajustada da sociedade, sem amigos ou meio marado, não é?

folks, a discussão está lançada.


que eu estou generosa.


liberdade: não, não é negociável.





daze days

2.2.06

mais sexo foleiro
fizeram daquele quarto a sua câmara ardente


pequeno almoço na estefânia


hiperbola

fiz ping








um dia ouvi pong


para ti três palavras:
grab a still


fiquem sabendo que:*
na mauritânia, a mão de vaca é iguaria de sultão das arábias.







* inaugura-se aqui série ou não? acho que sim. é bom poder subdividir inutilidades.



i've got a crush on you

1.2.06

perdida e achada no meio da estrada. perdida encontrada, toda amarrada ao cais sem lodo. não cais que eu não deixo, e apanho-te se fôr cais disso. perdida de perdição de alma e coroação.


pela primeira vez começo a gostar um bocadinho do vento.
pode ser que me leve mais para aí.


felicidade: sentida e obrigatória


funciona assim:
um, suspiro
dois, suspiro


no fundo
um espelho é um estetoscópio


 

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